Review: Game of Thrones 2.03 – “What is Dead May Never Die”

Depois de dois episódios insanos (à maneira de Game of Thrones, claro), finalmente pararam de tentar enfiar toda a multidão de personagens, dar continuidade aos eventos da temporada passada e mostrar cenas de sexo de relevância questionável em apenas 50 minutos para começar a desenvolver a história em cada canto de Westeros de um modo mais sólido e compreensível (convenhamos, tudo que vimos até agora foi muito lindo, mas alguém sabia exatamente o que estava acontecendo?).

Por essas e outras razões, tivemos aqui o melhor episódio da temporada até o momento.

Muitos acharam que esse episódio não foi tão bom pelo seu ritmo lento. Bem, eu acho que foi isso que fez ele ser tão bom. Sério, até agora ficamos pulando de um lado pro outro entre uns 15 lugares diferentes, cada lugar com 10 personagens, cada personagem com 3 pontos importantes pra história. Se isso continuasse por muito tempo, ia ser necessário acompanhar cada episódio com um bloquinho de anotações pra tentar acompanhar o que está acontecendo. Aqui, sem muita pressa, conseguiram desenvolver muito bem os Greyjoy, deram o destaque necessário para Renly Baratheon (até um pouco demais… se é que vocês me entendem), que até agora sequer tinha aparecido, fizeram a amiguinha do Tyrion ter alguma utilidade e putz… conseguiram deixar o anão ainda mais genial. Mas vamos por partes.

Começando com o que rolou em Pyke (onde ficam os Greyjoy, pra você que não prestou atenção na nova abertura, haha). Sinceramente, o Robb não negou ser filho de Ned Stark deixando o Theon ir conversar com o pai pra tentar pedir ajuda. Pior que isso só falar pra rainha que sabe tudo sobre ela e o irmão (né Ned… tadinho). Tudo bem, até aquele momento o cara tinha sido muito fiel aos Stark e tudo mas acho que havia uma ÍNFIMA possibilidade dele resolver se juntar ao pai de quem foi tirado pelos Stark quando ainda era criança, não é mesmo? Ninguém ali pensou nisso antes de deixar ele ir pra Pyke? Sem contar que ele sempre teve o jeitão de quem é o primeiro a sair correndo se vê o amigo se metendo numa briga, ou seja, é um cara legal, jurou fidelidade e tudo, mas se for confiar demais também, acaba quebrando a cara. Claro que essa série tem a capacidade de mudar absolutamente tudo de uma hora pra outra e pode ser que Theon não tenha se juntado ao pai coisa nenhuma, mas por enquanto… sempre suspeitei. Salvo a parte em que me envolvo numa história fictícia, achei excelente toda essa parte do personagem. Ele passou a temporada passada inteira sem dizer muito a que veio, mas vem mandando bem aqui. Fiquei bem curioso pra ver o que vai dar.

E Renly Baratheon enfim apareceu (todo mundo falando do cara desde que a temporada começou e ele nem tinha aparecido ainda), com o plano de deixar esse reino cheio de regras e imposições da Idade Média todo modernoso, com uma mulher (bom… mulher até que se diga o contrário né) como capitã da Guarda Real dele e bom, ele mesmo e o seu caso com Loras Tyrell… o Cavaleiro das Flores(com esse título, não dava pra esperar outra coisa… e como o @nerdloser genialmente apontou, o cara é igual o Afrodite de Peixes, HAHAHA).

Ok, eu reli isso que acabei de escrever e percebi que não consigo levar muita coisa envolvendo o Renly a sério. Mas para e pensa: deve ser o cara com menos direito à coroa, é casado com a irmã do cara que ele dá uns pegas, ela SABE disso e tá tranquila de fingir que é o irmão pro marido na cama e como se não bastasse, a capitã da Guarda Real dele é a Rebeca Gusmão de Westeros. Eu imagino o que se passou na cabeça da coitada da Catelyn quando foi pedir ajuda do Renly e viu essa festa toda. Mas falando sério agora (mesmo),  quero só ver se ele vai fazer alguma coisa, porque estou com a leve sensação de que ele vai ficar enrolando os Stark eternamente. Ou vai tomar seu próprio lado na guerra também, igual os Greyjoy.

Mas… lá vou eu bater na mesma tecla de novo. A melhor coisa do episódio, só pra variar, foi Tyrion. Estou achando sensacional essa estratégia dele de tirar todas as “frutas podres” do reino, antes foi com o capitão da Guarda, agora, no próprio conselho. Quase bati palmas quando a edição (impecável, diga-se de passagem) foi alternando entre Varys, Pycelle e Mindinho, com Tyrion contando a mesma informação com um pequeno detalhe diferente para cada um. O mais legal é que eu realmente não sabia quem ia soltar a fofoca pra Cersei (Alias, que chilique foi aquele? Mesmo com todo o contexto da coisa, ainda acho que a rainha anda frágil demais nessa temporada), mas gostei que tenha sido Pycelle. Para encerrar a história toda do plano genial do anão, fomos presenteados com o que deve ter sido um dos melhores diálogos da série até o momento, entre Tyrion e Varys. Como se não bastasse, a prostituta Shae também saiu da mesmice e aparentemente, virou criada de Sansa, contra todas as expectativas.

Para terminar, nos 45 do segundo tempo, eis que Arya tem seu espaço no episódio! Para variar, lógico que todo o plano que tinham pra ela deu terrivelmente errado (desde quando as coisas são felizes nessa história?), Yoren foi brutalmente morto e agora, ela e o filho bastardo do rei (mais alguns figurantes genéricos) foram capturados e sabe Deus o que vai acontecer com eles. Só sei que ela pensou bem rápido pra mentir quanto a identidade de Gendry e isso foi ótimo. Agora não sei se vão largar os moleques e ela por lá mesmo ou se vão levar eles embora, caso não tenham acreditado nela. O que prova que esse foi um ótimo cliffhanger.

Nossa querida Daenerys sequer deu as caras e fala a verdade, Joffrey já tá quase dando saudade, não é mesmo? É, não, eu sei, haha. Mas só pelo promo do próximo episódio já deu pra ver que ele vai aparecer, e pra causar. Assim como a mãe dos dragões, dessa vez de um modo digno, pelo jeito. As coisas ainda estão começando a esquentar… e eu estou ficando cada vez mais ansioso para ver tudo chegar ao ápice.

Nota: 9

P.S.: Nem parei pra falar da continuação do cliffhanger do episódio anterior, porque teve pouco espaço aqui. Mas achei interessante ver que nem mesmo a incorruptível Patrulha da Noite foge de alguns desvios de honra. E aposto que esse negócio com Craster não acaba aqui. Afinal, Jon Snow é filho de Ned Stark, não é mesmo?

P.S.²: Pra quem estava tão sagaz e traiçoeiro na temporada passada, Mindinho anda bem bobinho hein? Primeiro foi sacaneado pela rainha, agora por Tyrion… tá fácil demais.

P.S.³: Ainda não consigo me importar muito com os sonhos de Bran, mas algo me diz que isso vai ganhar um grande espaço na temporada, ainda mais pelo Meistre Luwin ressaltando que os dragões morreram e a magia acabou no mundo. Ele já falou isso umas dez vezes, o que significa que tem ainda mais magia do que já vimos vindo por aí. E isso muito me interessa…

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