Review: The Walking Dead 2.13 – “Beside the Dying Fire” [Season Finale]

Depois de uma crise que quase me fez abandonar a série (provavelmente pela saída de Frank Darabont, que deve ter bagunçado a equipe durante um período da temporada), The Walking Dead conseguiu se reerguer de forma louvável e, nos últimos episódios, finalmente alcançou o feito de superar (e muito!) a sua temporada inicial.

E o aguardado season finale não fez feio: demorou, mas enfim temos um novo episódio para nomear como o MELHOR episódio da série.

Chega até a ser difícil de comentar os 20 primeiros minutos do episódio. Eu realmente pensei que não iam conseguir superar a tensão da sequência da passagem da horda de zumbis no começo da temporada, mas conseguiram fazer isso de uma forma simplesmente incrível. Sem dar um segundo sequer para respirar, essa sequência da invasão da fazenda já merece, desde já, entrar em qualquer lista de melhores cenas de 2012. Parece que toda a ação que faltou na primeira parte da temporada foi inteira descarregada nesses 20 minutos do season finale. É uma sequência primorosamente dirigida, desesperadora, com um senso de urgência que havia se perdido na série há tempos (perder a urgência numa série passada num apocalipse zumbi foi um pecado mortal) e até uma estranha claustrofobia (não tinha pra onde fugir!!), sem contar a imprevisibilidade, afinal, depois de ver Dale e Shane morrendo, um em cada episódio, eu só estava tenso pra ver quem ia virar comida de zumbi aqui. No fim das contas, foram três personagens menores (dos quais eu sequer lembro o nome, sorry, haha), da família do Hershel.

A cena foi tão absurdamente boa, que até consegui me importar com os personagens mais chatinhos da série. Fiquei tenso quando Carol foi encurralada, deu um desespero com Hershel atirando freneticamente ao invés de fugir e (putz, olha o feito que conseguiram) até torci pela Andrea e fiquei indignado quando vi que deixaram ela pra trás!! Além disso, todos os poucos diálogos que rolaram durante e depois dessa sequência foram muito válidos e tiveram sua importância para a história (diferente de boa parte dos diálogos do começo da temporada), desde a virada do personagem de Hershel, que passou a questionar a própria fé (e que virou um personagem excelente e bem mais interessante do que o velho chato que era antes), até tudo o que rolou entre Glenn e Maggie.

Antes, os dois eram uma das razões da temporada estar tão ruim, mas agora que estão conseguindo dosar o romance e… o que importa mais na série, consegui pegar simpatia pelos dois (é, não tenho nada contra o Glenn, apesar do mundo inteiro odiar ele sabe Deus porque). Até o T-Dog teve falas!! O único que era chato, foi chato na fuga da fazenda e continuou sendo chato depois, foi o Carl. Sério moleque, vai bater um papo com o Bran e a Arya em Game of Thrones pra aprender a ser uma criança um pouco mais bacana, eles passaram por tantos traumas quanto você, então não custa nada (se bem que em comparação com as crianças de Game of Thrones, ele está mais para aquele moleque de 8 anos que mama no peito da mãe, HAHAHA).

O que era mais esperado era que depois de uma sequência tão incrível, o episódio se acalmasse um pouco e terminasse meio parado, mas, muito pelo contrário. De fato, não teve mais ação, mas nem por isso o ritmo ficou lento. Para começar, teve Rick fazendo a grande revelação da série, que já tinha ficado meio clara no episódio passado: todos os sobreviventes daquele apocalipse zumbi estão infectados de qualquer maneira. Aparentemente, a morte é uma forma de “acordar” seja lá o que for que eles pegaram. Uma ideia simplesmente genial e um ponto que não só muda totalmente o foco da trama como traz algo único e diferente de todas as outras histórias de zumbi, levando em conta que The Walking Dead, apesar de ser ótima, nunca trouxe nenhuma grande novidade no que diz respeito a parte dos mortos-vivos (não a toa é mais focado na parte “humana” da coisa). A mudança do foco da trama é simples: agora, o objetivo não é fugir e tentar sobreviver aos zumbis e sim, tentar sobreviver de qualquer maneira, a luta pela vida se torna algo bem mais desesperadora do que já é. Só espero que saibam aproveitar bem esse drama adicional que a série ganhou na 3ªtemporada.

Para minha grande alegria, Rick enfim fugiu de qualquer semelhança que ainda tinha com o outro líder de pessoas perdidas e desamparadas (é, o Jack de Lost, não consigo deixar de citar essa série, desculpem, haha) e fez o que o outro poderia ter feito naquela série, mas era bundão demais pra isso. Todo mundo adora reclamar, adora jogar as coisas na cara, mas fazer mesmo, ninguém faz nada. Sensacional ele desabafando e jogando tudo na cara de todo mundo: “Eu matei meu melhor amigo por vocês, peloamordedeus!”. É fato, ele não pediu por nada daquilo. O cara está tão perdido quanto todo mundo ali, tentando fazer o melhor, tentando guiar pessoas num mundo desolado sem sequer saber muito bem como fazer isso. Estar com tantos problemas e ainda o assassinato do seu amigo nas costas e ainda ter que ouvir as pessoas reclamando e dizendo que ele não sabe o que fazer é pra mandar todo mundo a merda mesmo. Só sei que agora, como ele mesmo antecipou, isso não é mais uma democracia. E é exatamente por isso que passei a gostar do Rick nos últimos tempos. Já era hora de virar um cara de atitude nessa situação.

Para a 3ª temporada, o que ficou pendente foi a apresentação de Michonne, personagem saída da HQ, considerada por 10 entre 10 fãs como a melhor personagem de todas (e não reclamem de já ter antecipado seu nome, a não ser que você viva numa caverna e só saia pra ver The Walking Dead, é impossível já não ter ouvido esse nome) e que já chegou atestando esse favoritismo com uma entrada simplesmente triunfal na série, salvando a vida de Andrea. Sério, uma pessoa que anda com dois zumbis sem braço acorrentados a ela, merece um mínimo de respeito. Ansioso pra vê-la em ação na próxima temporada.

Além dela, pra deixar todo mundo maluco de vez, os últimos minutos do episódio revelaram uma enorme prisão bem próxima do lugar onde eles estão, o que, pelo close que o lugar ganhou, já antecipa onde vai rolar a 3ªtemporada… e agora vai ser difícil não ficar insanamente ansioso para ver o que vai acontecer com aquele povo vivendo numa prisão (afinal, certeza que aquilo ali não está vazio). Mas agora, só no próximo fall season (entre outubro e dezembro)…

Nota: 10

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Notas adicionais sobre a temporada:

Fico feliz em encerrar os reviews da 2ª temporada de The Walking Dead com um saldo positivo. A temporada, como um todo, de fato foi bem irregular, reflexo do que rolou nos bastidores, com a saída do criador Frank Darabont (e consequentemente, de todo o seu talento) e toda a polêmica que isso gerou. Mas depois que isso passou e com aquele hiato que, convenhamos, chegou em ótima hora (afinal, a série estava ficando cada vez pior), a temporada foi salva, tomando ótimos e inesperados rumos e terminando desta forma simplesmente excepcional, indo do seu momento mais crítico para o seu grande ápice até agora.

Por mais que eu quisesse evitar, agora não tem jeito… vai ser uma expectativa gigantesca até a 3ª temporada, para ver se essa qualidade vai se manter (tem potencial pra isso hein), se essa “ditadura” imposta por Rick vai mesmo funcionar na prática e bom… para vermos Michonne e outros personagens prometidos em ação, com o adicional de que serão 16 episódios na temporada agora!

Agora, só nos resta esperar…

One Response to Review: The Walking Dead 2.13 – “Beside the Dying Fire” [Season Finale]

  1. dafuq disse:

    Um pouco atrasado, mas só pra deixar claro: essa história de todos estarem infectados já estava presente na HQ desde a edição #15, lançada em 2005! O Rick volta no lugar que ele enterrou o Shane, e vê que ele virou zumbi. Porém, na HQ, ele não conta a ninguém (até hoje)… E outra coisa: Na hora que vi o Rick falando que “não pediu isso”, lembrei na hora do Jack (Lost). O Jack também falou isso, a questão é que ele demorou mais pra “explodir” com todo mundo.

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