Welcome to Southland, bitch!

Um drama policial como nenhum outro. 

Southland é uma daquelas séries que você provavelmente já ouviu falar, ainda mais provavelmente por ter em seu elenco o Ben McKenzie (o eterno Ryan Atwood de The OC), mas que nunca parou para dar uma conferida na série.

Até uma semana atrás eu era uma dessas pessoas. Na verdade eu já havia conferido o episódio piloto, mas mesmo achando ótimo acabei deixando de lado por acreditar que ela seguiria os mesmos rumos que Without A Trace, Cold Case ou qualquer CSI da vida segue em questões de tramas, construção de personagens, etc.

Encurtando a historia, eis que aparece o nosso companheiro de Ritual de Séries Aécio Rocha (sempre esse maldito para me privar de uma vida social haha) e me convence a dar uma segunda chance.

E num ritmo absurdo acabei conferindo os 23 episódios, distribuídos em três temporadas, como se estivesse consumindo chocolate (o eterno “só mais um…”).

Southland não segue os moldes convencionais de um drama policial, ela é mais crua e visa dar ao público aquela sensação de documentário, com estilo de filmagem que me remete à fantástica Friday Night Lights.

A série consegue retratar com excelência a rotina da policia de Los Angeles, com casos que fazem qualquer um com coração ficar com aquele nó enorme na garganta com a cruel realidade de Los Angeles (de muitos cantos do mundo para falar a verdade) ou até mesmo levar qualquer um a gargalhar com os absurdos que a policia deve aturar em seu dia-a-dia.

Além dos diversos “casos da semana”, a cada episódio ganhamos cada vez mais noção de quem são os policiais, a cumplicidade entre seus parceiros, seus passados e acontecimentos que os formaram como indivíduos e profissionais.

A construção dos personagens é uma das mais bem feitas e justificadas de qualquer série que já assisti. Com tantos personagens em foco semanalmente (Ben Sherman, John Cooper, Lydia Adams, Sammy Bryant e Nate Moretta), seria fácil para os roteiristas vomitarem rios de informações sobre os personagens ou os negligenciarem, mas a visão dos roteiristas é tão certeira que nos afeiçoamos por esses personagens quase que instantaneamente ao mesmo tempo em que mal os conhecemos.

Os destaques da série são a detetive Adams, ao mesmo tempo durona e mãezona; a evolução do novato Ben Sherman e o companheirismo que ele desenvolve com seu parceiro John Cooper, que alias enfrenta vários demônios pessoais (físicos e psicológicos). E putz, Shawn Hatosy (Sammy Bryant) nem posso descrever o quanto o ator me surpreendeu em vários momentos sem soltar AQUELE spoiler. E embora essa minha descrição bastante superficial dos personagens possa parecer clichê, acredite em mim quando digo que é exatamente o oposto.

Southland retorna para sua quarta temporada na próxima terça, 17 de Janeiro, trazendo Lucy Liu e Lou Diamond Philips ao elenco. Então aqui fica meu apelo, se dê o prazer de conhecer essa série fantástica que é tão ignorada.

Se ficou com dúvida sobre assistir ou não a série, dá um pulo no post que o nosso amigo Aécio fez sobre as duas primeiras temporadas e resista a empolgação dele com a série se for capaz.

One Response to Welcome to Southland, bitch!

  1. Zé Picelli disse:

    Assino embaixo! Sou/amo Southland desde quando nasci! hahaha

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