Review: The Closer – 7×11 – “Necessary Evil”

Estamos diante do fim de The Closer ou do início de Major Crimes?

Depois de nos tirar o fôlego e apertar nossos corações com a summer finale, The Closer volta fazendo aquilo que sabe fazer melhor: ser excelente. O retorno da série chamou atenção pela concretização do que já havia sido anunciado pelos roteiristas da série, Captain Sharon Raydor começou a nos agradar e parece que agora estamos tendo uma humanização da personagem, que volta e meia parecia ser um cylon e estava precisando de um tratamento especial dos roteiristas para nos motivar a assistir o spin-off de The Closer, que logo está chegando.  Impossível não terminar esse episódio fazendo coração com as mãos para a Captain Raydor, né?

O episódio centrou-se na história do diretor de uma escola que havia sido assassinado em uma rua de Los Angeles. O caso da semana conseguiu ser bem interessante mesmo, gostei da forma como a história foi se desenvolvendo e da dinâmica entre Brenda e Sharon durante as investigações.

O excesso de formalidades utilizado pela Captain Raydor nas investigações foi algo que confesso ter me deixado um pouco preocupado, fiquei imaginando ela sendo daquele jeito em Major Crimes e me preocupei ao pensar que não aguentaria aquele tipo de investigação por muitos episódios. No entanto, ainda bem que pudemos conhecer um pouco mais sobre Sharon Raydor no episódio e perceber que ela está no caminho certo para ser a sucessora da Deputy Chief Brenda Leigh Jhonson no comando da Major Crimes.

 Mesmo tendo Brenda comandando mais uma excelente investigação, com uma atuação sempre maravilhosa por parte da Kyra Sedgwick, no fim das contas quem roubou a cena mesmo foi a Captain Raydor. Duas grandes cenas me fizeram bater palmas para Sharon Raydor: a reunião que ela teve com o Chief Pope e o encontro dela com Peter Goldman. Coisa maravilhosa ver a sagacidade profissional da personagem misturada com seus anseios pessoais, Sharon conseguiu um milhão de pontos com os fãs da série depois desse episódio.

Ainda que sabendo ao final que Captain Raydor não planeja sair da Major Crimes e que toda a sua conversa com Chief Pope havia sido parte do seu plano de descobrir se há mesmo alguém vazando informações confidenciais sobre as investigações do departamento de investigações criminais de Los Angeles. Ainda assim, não tem como não ter acreditado que Sharon se sentia mesmo muito incomodada com seu cargo, já que ela é odiada por todos os seus colegas de trabalho e acredito que o momento serviu como um desabafo da personagem, nos deixando mais próximos de Sharon Raydor.

Os rumos tomados pela investigação da morte do Principal Reed também foi interessante de assistir. Ah, aproveito pra elogiar a série quanto a criação dos casos da semana, The Closer mesmo depois de sete temporadas ainda consegue fazer casos tão bacanas que a série precisa ser elogiada por isso. Gostei pra caramba do desenrolar da investigação, especialmente por ter ficado intrigado em descobrir quais as reais intenções do Coach Carr.

Um medo que tenho em pensar na série Major Crimes é imaginar que não teremos a Deputy Chief Brenda Leigh Johnson pra fazer tomar os depoimentos e conseguir as confissões dos crimes investigados. Sério, sempre acho essa a melhor parte dos episódios e nesse, junto com a história da Raydor, a coisa não foi diferente. Me arrepiei assistindo Brenda conversando com o Coach Carr e com o Lewis, este que viemos a descobrir ser o verdadeiro assassino do diretor da escola. E o mais impressionante é que a história por trás do crime foi um tapa gigantesco na cara da sociedade, coisa que The Closer sempre soube fazer maravilhosamente.

Lewis, um jovem de 15 anos que passou boa parte da vida sofrendo pela violência dos pais, se vê forçado a matar Principal Reed, o diretor da escola que queria mudar o modo como o currículo escolar dos atletas deveria passar a ser exigido e afastar Coach Carr de seu cargo, tendo em vista que este possuía uma relação estranha com seus atletas. Na realidade a estranheza da conduta do treinador era apenas que ele os tratava como filhos, se preocupando com eles e chegando a “adotar” ilegalmente/sem qualquer documentação três jovens do seu time que estavam vivendo situações horríveis em suas casas. A conduta de Lewis é apenas para proteger a carreira do homem que havia estendido a mão quando ele mais precisava.

É incrível ver como a história do Coach Carr em muito reflete o que acontece entre Sharon e Brenda. Sharon seria a diretora chata que quer colocar ordem, é excessivamente formal e segue fielmente o que foi determinado, já Brenda seria o treinador que apesar de primar por fazer tudo conforme as determinações, às vezes, precisa tapar os olhos e fazer o que não é o correto, por ser a coisa mais justa. Legal foi ver que ao final Sharon demonstra ser mais humana do que parece, podemos perceber agora que Sharon Raydor tem muito a somar em The Closer, especialmente porque ela é a opção mais certa para fazer com que Brenda se livre dos processos que tramitam contra ela e que podem arruinar sua carreira.

Adorei o retorno de The Closer, já sinto o aperto no coração ao saber que estamos há poucos episódios de nos despedir para sempre da nossa querida Deputy Chief Brenda Leigh Johnson. Essa parte final da temporada está prometendo ótimas coisas, espero que ela mantenha o nível estabelecido pela primeira metade deste sétimo ano da série e que caminhemos para um final incrível para esta que é há vários anos uma das melhores séries em exibição.

Sobre Aécio Rocha
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