Review: Fringe 4.01 – “Neither Here, Nor There”, 02 – “One Night in October” e 03 – “Alone in the World”

Depois de deixar um gigantesco nó na cabeça de todo mundo com um dos season finales mais inusitados que eu já assisti, Fringe alimentou o monstro da expectativa para a 4ªtemporada, principalmente porque não tinha uma pessoa que soubesse exatamente o que esperar. Pois bem, a melhor série não assistida da TV americana finalmente voltou.

E no começo, foi bem estranho…

Foi um mal costume de outras séries (tipo, hã, Lost) ter finales épicos e sensacionais e criar uma expectativa gigante pra premiere da próxima temporada, expectativa essa que quase sempre era atendida. Fringe vinha seguindo o mesmo caminho, os finais de temporada eram explosivos e o começo da 2ª e 3ªtemporadas davam uma excelente continuidade para a história. Por isso, minha primeira reação com esse começo da 4ªtemporada não foi nada agradável. O episódio foi parado, TODO estranho, os personagens não pareciam eles mesmos e perderam uma grande oportunidade pra apostar num caso bem chato.

Antes que me joguem pedras, calma lá. Eu revi essa premiere depois de um dia que conferi pela primeira vez. E, pra minha surpresa, já consegui ter opiniões diferentes sobre muita coisa. De fato, o caso foi bem chato, a única coisa que realmente deu pra aproveitar dele foi esse lance dos novos transmorfos, de resto, foi tudo bem desinteressante. Mas fora isso, foi só numa segunda conferida que algumas excelentes sacadas da narrativa foram percebidas. Tipo o lance de Lincoln perder seu parceiro num acidente que deixa o colega com a pele translúcida, exatamente do mesmo jeito que Olivia perdeu John no piloto da série. E os produtores já tinham antecipado que a premiere da 4ªtemporada seria uma espécie de novo piloto, só não pensei que seria tão sutil (e que iria reproduzir o climão parado do piloto da série, hehe).

Também foi legal ver que o lance não é exatamente os personagens não serem eles mesmos, mas que a presença de Peter foi determinante para estabelecer a personalidade deles e o fato dele não existir muda tudo. Olivia é fria, não se apega emocionalmente a nada em nenhum caso e aparentemente não tem mais nada na vida a não ser seu trabalho (e pra variar, Anna Torv continua excelente, agora interpretando um personagem diferente em pequenos detalhes). Walter vive trancado dentro do laboratório e Astrid agora sai em campo para analisar os casos (excelente o método de trabalho dela com Walter agora, principalmente quando o cientista pede pra ela analisar o ânus da vítima no meio da cena do crime).

O segundo episódio foi exatamente o que eu queria ver na premiere e não rolou: os dois mundos sendo obrigados a trabalharem juntos. E todo o caso no qual eles se envolveram foi excelente, procurando um cara que em um mundo é professor e no outro, é serial killer. Olivia e FOlivia juntas foi ótimo e sério, divertido demais. Não consegui deixar de rir na cena em que as duas aparecem lado a lado, Olivia toda centrada e FOlivia com uma cara besta. Agora, fica a pergunta: cadê o Walternativo, que não deu as caras até agora? Walter só fica mostrando toda sua revolta contra ele mas o cara nem apareceu!

Mas nem tudo foi uma maravilha nesses três primeiros episódios de Fringe. Eu bem sabia que soltar uma bomba como “PETER BISHOP NUNCA EXISTIU” não ia rolar, porque ficavam umas 350 lacunas na história que eu tinha certeza que não iam saber responder. Por isso, na premiere o discurso dos Observadores já mudou: “ninguém pode saber que o garoto cresceu até se tornar um homem”. E no terceiro episódio, já foi revelado que Peter Bishop existiu, mas morreu ainda criança enquanto o Peter do lado B acabou morrendo afogado no lago quando Walter tentou roubá-lo o que, diga-se de passagem, é um motivo muito mais grave pra Walternativo querer destruir o lado A. Ok, dá pra aceitar que os produtores viram que era meio impossível lidar com a ideia de que toda a existência de Peter foi apagada, mas mesmo com essa nova ideia, ainda tem umas centenas de forcações de barra. Mas não vou ficar julgando afinal, talvez mais pra frente expliquem toda essa maluquice envolvendo o sumiço dele e essas pontas soltas. É o que eu espero.

Apesar do começo legal, mas meio abaixo das expectativas (pra quem esperava um baita retorno), Fringe está excelente. Como eu disse no review da 3ªtemporada, parece que os produtores meio que largaram a responsabilidade de conseguirem grandes audiências e estão apostando em toda sua liberdade criativa, com uma narrativa inusitada, inovadora e no mínimo curiosa, afinal, eu quero mesmo saber até onde vão levar esse mundo novo e diferente em que todos os Peter Bishops possíveis morreram antes de chegarem a idade adulta. Eu poderia duvidar que fossem fazer algo decente, mas estaria falando da série que introduziu todo um novo conceito sobre universos paralelos e se reinventou de modo brilhante a cada temporada (tá, eu falava isso de Lost também, mas é diferente!), então boto fé que no final, vou ficar satisfeito.

4×01: 7,5
4×02: 8
4×03: 8

P.S.: Meio tosco o “Dispositivo Pra Apagar a Existência de Peter Bishop” né? Mais tosco ainda o Observador fazendo compras pra montar esse troço (com direito a ceninha MEGA-cafona: “O que você vai fazer com isso?” “Vou apagar a existência de um homem” [corte tenso pro comercial]… afe).

P.S.²: John Noble não consegue deixar de ser perfeito. Atuação monstruosa em todos os episódios (Em especial no terceiro. Toda a interação com o garoto e seu completo desespero com Peter atormentando sua mente rendeu uma atuação memorável)

P.S.³: Alguém pra explicar porque o Broyles do lado B tá vivo e com saúde? Nem tem a ver com Peter não existir, afinal, as Olivias trocaram de lugar de qualquer forma, pelo que já foi falado.

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