Review: As novas séries do fall season e os 5 episódios de tolerância – Parte 1

Fazia muito tempo que eu realmente parava pra ver o maior número possível de pilotos que estreavam num fall season (o maior número, todos não rola mesmo, até porque tem uns que não me interessam de forma nenhuma). Sério, acho que desde que comecei a ver séries, fiz algo parecido com o que estou fazendo agora só uma vez e me arrependi, porque naquele ano teve muita coisa boa que eu queria, mas não consegui acompanhar depois.

Ironicamente, esse é o única coisa que não está rolando com as novas séries do fall season 11/12. Entre comédias sem graça e dramas chatos ou bizarros, poucas séries me interessaram e longe de causarem a mesma impressão que séries como Modern Family ou Flashforward (a série era uma bosta, mas o piloto foi sensacional vai) causaram no seu piloto, por exemplo. Sei não se vou parar pra ver alguma série nova esse ano hein…

Antes de começar, uma rápida explicação de como funciona as cotações que vou dar pra cada série. Ninguém merece ficar vendo série ruim, certo? Por isso, tenho os meus 5 episódios de tolerância. Se ela é horrivelmente ruim, não dá pra aguentar nem um, mas se você sente que ela pode melhorar, mas ainda não é lá muito boa, dá 2, 3, até 5 chances pra ver se a coisa vai pra frente. Porque sinceramente, se uma série não pegou seu interesse depois de 5 episódios, é porque nada de muito interessante vai acontecer pro resto da temporada. Pode parecer idiotice, mas juro que isso quase nunca teve erro comigo. Que eu me lembre, Fringe foi a única que não passou nos 5 episódios de tolerância e eu tive que voltar a ver depois porque a coisa resolveu ficar boa MESMO depois de uns 5 episódios a partir de onde tinha parado. Mas enfim, vamos ao assunto agora…

Comédias

Whitney – Foi a primeira da nova leva de séries que eu parei pra ver. Talvez o fall season nem esteja tão ruim, mas eu esteja achando isso porque comecei com esse piloto. Sério… quando eu vi o promo, não tava esperando a comédia do milênio, mas eu realmente pensei que fosse pelo menos divertida. Mas quando o episódio acabou, eu gritava pelos 20 minutos da minha vida que tinha acabado de perder. Piadas estúpidas e apelativas, gags batidas e que não funcionam, personagens que são bocós de dar dó, uma protagonista sem sal e sério… até as risadas do público foram péssimas, saíam em momentos completamente aleatórios e que sabe lá Deus porque tinha que ter graça. Se durar uma temporada inteira já acho muito. Tanto pela qualidade quanto por merecimento.
Tolerância: Zero. Só ter terminado o piloto foi um acontecimento pra minha vida, ver mais um minuto disso está fora de questão.

Up All Night – O elenco é sensacional. Wil Arnett, Christina Applegate e Maya Rudolph, sendo que os dois primeiros seriam um casal antes baladeiro que agora teriam que lidar com as responsabilidades de serem pais. A premissa, na mão desses dois, poderia render algo hilário. Maaaaaaaas… foi bem menos que hilário. O piloto é uma bagunça, parece que colocaram uma pessoa pra escreverem as piadas e outra pra fazer a história, as duas escreveram coisas em focos completamente diferente, aí quando foram ver, a merda já tava feita e tiveram que gravar assim mesmo. No entanto, não me ofendeu, sabe? Quando o episódio acabou eu fiquei com a forte sensação de que essa série vai melhorar. E aquele final ternurinha me pegou, confesso, hehehe. Sem contar que simplesmente descartar uma série com o Arnett parece esculhambação demais…
Tolerância: 3. To baseando essa tolerância numa outra comédia produzida por Lorne Michaels que teve a mesma tolerância no piloto. Aquela mesmo, mega-premiada, com a Tina Fey… foram 3 episódios até eu realmente ver que tinha algo excelente nela.

New Girl – A premissa da série é absurda. Uma professora pateta é traída pelo namorado (e isso acontece da maneira mais incrivelmente constrangedora possível) e vai morar com três caras. Fica mais absurda quando a professora parece ser uma retardada completa. E completamente IMPOSSÍVEL quando os três caras nem cogitam a possibilidade de se interessar por ela sendo que a garota em questão é Zooey Deschanel. Mas alguma força da natureza, algo completamente inexplicável me fez simpatizar com essa série! A personagem de Deschanel parece estar sob efeito de psicotrópicos e quando eu comecei a esboçar um sentimento de pena pela personagem, parei pra pensar e sério, quem ficaria com essa garota por qualquer outro motivo que não seja o fato dela ser a Zooey Deschanel? Ela é linda e tudo, mas putz, como é irritante. Daquelas que dá vontade de esfregar a cara no asfalto com o carro em movimento. Apesar disso, a química entre os três amigos é ótima (mesmo o Coach me irritando profundamente. Não, gritar histericamente não faz ninguém engraçado) e o Douchebag Jar já fez valer o episódio todo, mesmo se tivesse achado tudo uma porcaria. Enfim, essa é outra que sinto que pode melhorar. Só tirar o ator que faz o Coach (o que eu vi que aconteceu) e sei lá… matar a personagem da Deschanel.
Tolerância: 3. Vão mudar o ator que faz o Coach e isso já é muita coisa. Mas se a Deschanel continuar despirocada assim, não rola ir além de 3 episódios dessa série.

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Dramas

Ringer – Juro pra quem quiser que quando eu baixei essa série, tava tão bem informado que nem sabia que ela era da CW. Quando dei play e vi o logo do canal no canto da tela, eu já previ o que me aguardava nos próximos minutos. E não estava enganado. Não tive tempo de ver o episódio inteiro, tive que pausar no meio e quando fiz isso, olhei bem pra tela e pensei: “Eu não vou ter coragem de ver o resto disso…”. Não tive mesmo. Sério, história da família Bracho (oh Deus, eu realmente lembro o nome…) versão americana não dá né? A garota não vê a irmã faz uns anos, não faz ideia de como  ela está, só que é rica e poderosa, aí toma o lugar dela e tá tudo bem? E sério, muita gente tirou uma com a série falando que parecia A Usurpadora e não é só nessa história! Tudo tem um climão de novela mexicana, o marido distante, toda a atuação da Sarah Michelle Gellar… juro que na cena que o marido da amiga dá um agarrão nela eu fiquei esperando aquela trilha alta de revelação estourando. Eu sei que nem ter visto o piloto inteiro não foi minha atitude mais correta, mas dado isso que eu acabei de falar, se o episódio melhora na outra metade, putz, vou passar a levar fé em qualquer coisa que estrear daqui pra frente.
Tolerância: Zero. Podia ser até um guilty pleasure, mas ah gente, tem muita série que eu preciso ver… tenho mais o que fazer, sorry.

The Playboy Club – Sério, o que essa série está fazendo na TV aberta? Quem foi que aceitou ela na NBC? Não existe a MENOR chance dela dar certo se não for pra uma HBO, Showtime ou AMC da vida. De qualquer maneira, eu tava com boas expectativas, pela produção toda cheia de luxo e riqueza e o promo que pareceu bem interessante. E, para minha surpresa, o piloto é bem legal, como eu estava esperando que fosse. Tem seus problemas, mas é o tipo de limitação existente em piloto de série do qual é bem difícil fugir. A história é meio diferente do que eu pensei, o clube e a mansão Playboy são só um pano de fundo pra uma trama meio policial que, sinceramente, foi a menos interessante do episódio. Todas as sub-tramas envolvendo as outras coelhinhas (incluindo o caso do casal gay que foi o momento wtf do episódio) parecem bem mais interessantes. A produção é mesmo cheia de luxo e riqueza e as garotas mandam bem (além da principal ser fantástica – tinha palavras chulas em mente, mas esse é um blog de família). Só assistindo, já tive essa ideia, mas a audiência confirmou que a série não vai vingar. Uma pena, porque pareceu realmente promissora.
Tolerância: 4. Gostei da série, mas como ela já vai ser cancelada, não vou ficar animado demais pra acabar não me apegando.

Person of Interest – Nomes respeitáveis na produção e roteiro, confere. Elenco igualmente respeitável, confere. Premissa bacana e interessante, confere. No fim das contas, Person of Interest acabou sendo a melhor estreia desse fall season até o momento. E olha que o piloto está bem longe de ser um negócio inacreditável. Mas achei bem legal a ideia do crime sendo resolvido enquanto ainda está sendo planejado, é uma série procedural, mas com um diferencial interessante. Tudo bem que o personagem do Michael Emerson é Benjamin Linus e toda a história entre ele e o personagem do Jim Caviezel foi IGUAL a de Jack loser, no começo da 5ªtemporada de Lost (ele era um mendigo alcoolatra loser, aí em 10 minutos faz a barba, larga a bebida, reestrutura a vida e tudo bem), mas de qualquer modo, ambos estão fazendo um bom trabalho (afinal, Emerson era excelente como Ben) e funcionam bem como dupla. Toda a história da paranoia com o 11/09 até conseguiu vender bem a ideia da máquina especial e esse primeiro caso foi realmente interessante, até com a reviravolta meio manjada na metade do caminho. A direção foi muito boa também, especialmente nas cenas de ação. Enfim, Person of Interest se mostrou bem promissora, só espero que tenha algo além do “caso da semana” pra explorar, senão já dá pra ter uma ideia do futuro da série… (uma coisa que poderiam responder é pra que serve a personagem da Taraji P. Henson né…)
Tolerância: 5. Gostei muito do piloto e to na expectativa que a coisa fique ainda melhor nas próximas semanas.

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Até agora, essas foram as novas séries que pude assistir até agora. Por mais que tenha gostado de algumas poucas daí, estou realmente decepcionado com este fall season. Sério, antes as séries só eram mais ou menos, mas nesse elas estão ou fracas ou simplesmente insuportáveis. Ainda tem mais algumas séries pra estrear, vou levar fé nessas. Até o final da semana, mais pilotos e o review dos segundos episódios de algumas dessas séries. Afinal, já que dei uma segunda chance pra elas, vamos ver se realmente mereceram…

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