The X Factor US 1×01 – Los Angeles / Seattle Auditions

Do you have THE X FACTOR?

Finalmente chegou a hora de ver se Simon Cowell faz um retorno triunfal ou broxante.

As audições começam em Los Angeles com a participação da ex-jurada e sempre cativante Cheryl Cole.

Rachel Crow – 13 – “Mercy” (Duffy): Para quem acompanha as minhas reviews sobre a versão britânica e American Idol, sabe que não sou grande fã dessa constante mudança de faixa etária mínima, então tentarei bater nessa tecla o mínimo possível.

Em minha opinião, a idade mínima para programas deveria ser no mínimo 17 ou 18 anos. Qualquer candidato abaixo dessa idade é quase crueldade fazer passar pelo estresse de uma competição desse tipo, já basta as dificuldades da pré-adolescência e adolescência em si, fora que essa é a fase em que a pessoa está se descobrindo, tentar se descobrir sob olhares do mundo inteiro e ser criticado semanalmente pelos jurados e público é pedir para acarretar problemas psicológicos que desencadearão quando estiverem em seus 30 + anos de idade, com a carreira no fundo do poço e com algum vicio em drogas ou bebidas.

Fora que quem aqui acredita que uma criança/adolescente vai ter coragem o suficiente de lutar para ter qualquer tipo de controle artístico sobre sua carreira? Eles serão bonecos de ventríloquos nas mãos das gravadoras.

E sinceramente, muitos desses candidatos acabam se tornando irritantes ao tentarem ser fofos ou adultos demais e não quero que este mundo tenha outro Justin Bieber “cantando” por aí.

Enfim, voltando para a Rachel… Ela é fofa, tem uma grande personalidade (o que já prevejo me irritando profundamente no futuro) e os velhos dramas de sempre (a família é basicamente pobre, casa pequena, etc etc…).

Primeiro de tudo sobre sua apresentação, ODIEI a trilha de Mercy, não entendo o motivo de não terem usado a original…

Rachel tem talento natural, porém, entretanto, contudo… É um talento que precisa ser esculpido com o tempo, tempo que acredito que não é o suficiente para torna-la digna de ser a vencedora.

Sua voz não está totalmente formada e falta controle em sua voz ao sustentar suas notas, ela tem muito chão a percorrer para se tornar uma artista decente e não a próxima Willow Smith.

Yada yada, os jurados devem ter tido um orgasmo imaginando a quantidade de dinheiro que podem vir a fazer com ela.

Terrel Carter – “Ribbon In The Sky” (Stevie Wonder): Certamente tem o visual para agradar a audiência, o vocal deixou a desejar e pelo que ele mostrou é algo escuto todo ano nas audições.

John Lindahl – 14 – “Forget You” (Cee Lo): Tem carisma, se movimenta bem no palco, mas a voz não está desenvolvida… É decente, mas esperaria a voz engrossar de vez e aprender a controla-la antes de fazer uma audição desse calibre. Quem sabe ele não tem chances num grupo fabricado para tentar encobrir suas deficiências vocais?

Siameze Floyd – 30 – “Give It To Me Baby” (Rick James): Holy shit, que cara bizarro… Ele parece o Sanjaya de chapinha após tomar esteroides até dizer chega.

Péssima escolha de música, péssimo dançarino e pior ainda como cantor.

Inexplicavelmente os jurados gostam e ele avança para BootCamp.

Dan & Venita – 70 & 83 – “Unchained Melody” (Righteous Brothers): Se conheceram num clube de tiro e estão casados há dois anos.

Desastre anunciado assim que pisaram no palco, mas graças aos deuses dos reality shows, esse casal foi eliminado.

Simone Battle – 21 – “When I Grow Up” (Pussycat Dolls): Seu objetivo é ser tornar um ícone pop e se define como uma mistura de cheerleader, hipster e drag queen.

Teria um super potencial para chegar aos Live Shows se cantasse melhor, sua voz é apenas OK e piora sempre que ela começa a dançar.

Stacy Francis – 42 – “Natural Woman” (Aretha Franklin): Mãe solteira que sofria abusos fisicos e emocionais de um antigo namorado.

Quando ela diz “eu não quero morrer com essa música dentro de mim” ela já me ganhou e fez com que torcesse por ela.

Voz interessante, falta um pouco de controle e ela força demais nas notas altas, parece que ela está gritando e não atingindo as notas cantando como deveria.

Ela tem potencial se aprender a controlar e atingir suas notas de uma forma mais graciosa e não de uma forma tão berrante.

Exagero do Simon dizer que esta foi uma das melhores audições que já viu na vida…

Hora de dizer adeus a Los Angeles e adeus também a Cheryl Cole… Não é lindo como não o programa não oferece nenhum tipo de explicação para a saída da Cheryl?

Basicamente nos mandam…

Enfim, é adeus a Cheryl e olá para as audições em Seattle e Nicole Scherzinger, que está com um tremendo medo de estragar o programa… Kinda too late honey… #IMissCheryl

Geo Godley – 43 – “Mr. Stud” (composição própria): Piada pronta com essa roupa e o modo como está vestido, mas nada é mais traumatizando do que o momento em que ele arranca a calça e fica pelado.

Foi uma audição de tão mau gosto, nojenta e traumatizando que Paula saiu correndo para o banheiro vomitar.

Marcus Canty – 20 – “I Wish” (Stevie Wonder): Geez, filhinho da mamãe… O cara tem 20 anos, faça o que quiser… Que drama ficar dizendo que esta é sua última chance.

Bom cantor, possui uma presença de palco legal, mas não vi um pingo de originalidade.

Perdeu qualquer chance de ter minha torcida no minuto em que fez aquele drama de deitar no palco chorando.

Anser –20 ~27 – “Rolling In The Deep” (Adele): Vozes legais, mas que não se misturam muito bem. Melodias e harmonias foram sofríveis.

Nici Collins – 23 – “Emotions” (Mariah Carey): Escutar gatos afiando as unhas num quadro negro seria mais agradável.

Chris Rene – 28 – “Young Homie” (composição própria): Quem em sã consciência permitiria que um cara que acabou de sair da reabilitação por abuso de drogas e álcool e está limpo há apenas 70 dias entrasse numa competição dessas? Cadê os amigos e familiares?

Em termos de audição foi a minha favorita da noite, mesmo não mostrando muitas possibilidades de crescimento vocal. Mas mesmo tendo sido minha audição preferida da noite eu mandaria o cara pra casa, focar em sua reabilitação e ficar mais forte para enfrentar esse tipo de pressão e não cair nos abusos novamente. Afinal o que mais se tem nessa indústria são tentações por todos os lados, principalmente para alguém que apenas começou a se recuperar.

Entendo o lado dos jurados por ficarem entusiasmados com o rapaz, mas eles deveriam saber melhor e zelar pela vida de um potencial candidato que está em meio à recuperação.

E foi isso a estreia de The X Factor US…

Atingiu as expectativas? Nem um pouco, foi um episodio totalmente decepcionante em termos de talento e de uma forma geral sinto que falta muita química entre o painel de jurados.

Assistindo o episodio não entendi o motivo de terem demitido a Cheryl, seja pela falta de química com a Paula ou a dificuldade de entender seu sotaque, pra mim ela só estava um pouco nervosa por estar em um novo ambiente e ficaria mais confortável com um pouco mais de tempo.

Quanto a sua substituta, Nicole foi tão marcante que mal lembro dela no episódio…

L.A. Reid confirmou minha teoria de que ele está anos-luz à frente do Randy Jackson, Paula continua adorkable como sempre e Simon estava bonzinho até, esperava que ele fosse mais acido em seus comentários.

Sinto que os Estados Unidos esteja tão saturado com essas competições (American Idol, The Voice, America’s Got Talent, The Sing Off e etc) que tudo já esta se tornando entediante e previsível, e por este primeiro episódio e noticias sobre a audiência, minhas esperanças despencaram…

Não fiquei impressionado com nenhum dos candidatos, mas talvez colocaria a Stacy no Top 12 se ela mostrasse mais controle vocal durante o BootCamp.

Podem esperar pela Rachel Crow como uma grande candidata para o Top 12, acho impossível os produtores deixarem essa possível maquina de fazer dinheiro ir embora.

One Response to The X Factor US 1×01 – Los Angeles / Seattle Auditions

  1. Marcelo Silva disse:

    Olha, tava esperando um pouco mais. Vc fala mega-maravilhado da versão UK e eu leio os reviews e parece mesmo sensacional, mas sei lá… ficou um climão mega-whatever enquanto eu via esse X-Factor. Sinto que isso aí vai passar, alguém vai ganhar e vai continuar sendo só um alguém pq ninguém vai lembrar. E nem falo que toda vez que ouvia a voz do apresentador, tirava que era o Ryan fazendo piadinha e imitando um sotaque britânico.

    Fora isso, o esquema é sempre o mesmo né? Pessoas que tiveram toda a desgraça do mundo jogada sobre elas se inscrevendo, fazendo apresentações que fazem Paula chorar e Simon dizer que aquela foi a melhor voz que ele já ouviu desde o último candidato pra quem disse isso. Só aquele cara medonho Sanjaya wannabe que saiu do padrão. COMOASSIM ele passou minha gente?

    Dos bizarros, qualquer um passou despercebido depois daquele cara que ficou se balançando na frente dos jurados. Paula, coitada…
    Enfim, até vou continuar vendo mas sei lá… senti que faltou alguma coisa que nem nas temporadas ruins do Idol faltavam hein. Só não sei o que, mas que está faltando, está.

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