Review: Fringe – 1ª temporada

Depois de perceber que, aparentemente eu sou o único que ainda não está assistindo Fringe, resolvi dar uma chance a mais essa criação de J.J. Abrams. Na verdade, eu vi o piloto quando ele estreou, mas a expectativa falou mais alto e o piloto, que não era lá grande coisa, me fez desencanar da série. Pois bem, com alguns anos de atraso, enfim parei e vi a 1ªtemporada completa. Que época estúpida essa em que eu já abandonava as séries logo no piloto. Não fazia ideia do que estava prestes a perder quando fiz isso com Fringe…

Aconteceu em algum ponto dos últimos 4 anos. Quando Fringe estreou, não teve ninguém indo ver a nova série sci-fi da Fox. Todo mundo foi assistir a nova série de J.J. Abrams, criador de Lost e Alias que não prometeu fazer uma série revolucionária mas foi cobrado disso. Não estou criticando ninguém diretamente, vale dizer. Eu também fui com a expectativa de uma série tão incrível quanto Lost. Mas o piloto de Fringe era… estranho. Eu estava esperando algo que explodisse minha cabeça e recebi uma trama um pouco lenta, que parecia querer muito ir pra algum lugar mas não ia, tudo muito mecânico, muito qualquer nota… tinha alguma coisa bem errada ali. E numa falta de tolerância que simplesmente não é minha, parei de ver, sem dó. Foi só depois de todo esse tempo (e claro, depois de @ZePicelli ameaçar pedir as contas do blog) que resolvi dar essa segunda chance para Fringe. Talvez porque eu precisasse de outra série de mistérios pra ocupar o lugar vazio que Lost deixou e bem… qual melhor do que uma série do próprio criador de Lost?

Pois bem, Fringe, de fato, demora um pouco pra decolar. Depois do piloto abaixo das expectativas, a série seguiu com episódios que simplesmente não justificavam o hype que ela ganhou antes mesmo de estrear. Era quase impossível não fazer a comparação com Arquivo X e chegou num momento que eu realmente comecei a pensar que a série se resumiria apenas no “caso da semana” e, por algum motivo obscuro, isso era altamente elogiado por todo mundo. Bem… era isso que eu pensava até Walter Bishop revelar que construiu uma máquina do tempo. Era a pontinha de uma mitologia simplesmente espetacular, que só iria crescer nos próximos episódios.

Mas antes de falar dela, já que citei o querido Dr. Bishop, não tem como não comentar algo sobre o personagem. Walter Bishop é fantástico. Já estou um pouco avançado na série enquanto escrevo esse texto e por isso, gosto ainda mais do personagem do que já gostava no começo. Devo dizer que, nos primeiros episódios, ele me irritava um pouco. Certo, o cara é um maluco que acabou de sair do hospício e não lembra de muita coisa, mas mesmo assim, no começo, a alternância entre os momentos de genialidade e os de pura estupidez eram meio forçados demais. Isso foi algo que conseguiram equilibrar mais apropriadamente conforme a série foi seguindo. E claro, impossível falar do personagem sem falar de John Noble (Senhor dos Anéis, aeae!) que já achava talentoso e vem conseguindo me impressionar a cada episódio (até agora, que estou quase terminando a 2ªtemporada). Ao final dessa temporada inicial, ele já domina completamente Walter Bishop. Os trejeitos, as reações, tudo é perfeito, numa atuação que sabe lá Deus por que ainda não ganhou nenhum prêmio.

Muita gente odiava Olivia (que eu saiba, tem gente que ainda odeia, hehe) na 1ªtemporada, mas eu não consigo ver o porque. Apesar de Anna Torv começar a série beeem sem sal, ela vai melhorando consideravelmente, assim como a personagem também vai evoluindo. Álias, todo o time da Fringe Division é ótimo, não sei se foi só eu, mas quando Peter é introduzido no piloto, ele me lembrou vagamente de Sawyer. Mas foi só no piloto mesmo, já que conforme a série vai passando, vemos que o personagem vai bem além do “cara revoltado com o mundo”. E Astrid, que no começo só servia como a Chloe O’Brian do pessoal com aquelas informações que só agências secretas tem (é sério, adoro esse negócio de “aqui está a relação de pessoas que mascaram chiclete Ploc nas últimas 12 horas num raio de 70 km”), depois vira a side-kick de Walter (e a química dos dois é divertidissima) e é uma daquelas personagens que me faz sentir meio estranho… Ao mesmo tempo que não a vejo como alguém essencial, não consigo imaginar a série sem ela.

Como toda série precisa ter um nice guy, quem faz as vezes aqui é Charlie Francis, melhor amigo de Olivia que realmente se dispõe a acreditar em todas as maluquices que a amiga investiga. Se dispõe de tal forma que em um dos episódios até faz parte de uma delas, ficando… hã… “grávido” de uma criatura bizarra. E como uma boa série de mistério, Fringe tem seus personagens ambíguos. Broyles não aparenta ser uma pessoa má – quando vi o piloto, ele ainda fazia aquelas pequenas participações em Lost e lá ele era BEM sinistro, então foi difícil se acostumar, hehe – mas ele já provou que sabe muito mais do que diz e só não fala porque vê que Olivia e cia. conseguem se virar com o que tem. No mesmo caminho, está Nina Sharp, uma das chefonas da Massive Dynamic, a companhia que parece guardar todos os mistérios da série, afinal, foi fundada pelo “THE MAN” da série, o enigmático William Bell, que aparentemente, sumiu no mundo.

O paradeiro de William Bell só é revelado no último episódio (e como nerd, ADOREI que ele é interpretado por Leonard Nimoy, hahaha), que é quando a série entra de cabeça na sua intrincada mitologia dos mundos alternativos. O conceito já tinha sido apresentado por Walter na metade da temporada e um portal para o outro universo até chega a ser aberto (o cara morrendo sendo partido ao meio quando tenta atravessar o portal é sinistro), mas é só no season finale que de fato vemos o outro lado que é onde Bell esteve esse tempo todo e onde Olivia o encontra. A cena final, mostrando que os dois estão em uma das torres do World Trade Center foi corajosa e sensacional.

Não vou me aprofundar em nenhum caso apresentado na temporada em especial, principalmente porque depois que o conceito de mundos parelelos é apresentado, os episódios que são apenas o “caso da semana” sem nenhuma citação da mitologia começam a se tornar um leve pé no saco. Para a 2ªtemporada, ficou a promessa de firmar todo esse conceito direito, mostrar os rumos que esse surpreendente encontro de Olivia e William Bell tomou, revelar mais sobre os misteriosos Observadores (Quem são eles? O que estão fazendo ali? Porque são importantes?), além de explicar a cena mais chocante do season finale, que foi Walter chorando na frente da lápide de ninguém mais ninguém menos que Peter!

Quando se termina a 1ªtemporada de Fringe, fica a sensação de que o que vimos foi um gigantesco episódio-piloto. Começando aos tropeços, a temporada termina no momento mais espetacular da série, deixando a promessa de que a 2ªtemporada tem tudo para mostrar o que as pessoas exigiram desnecessariamente no começo: Fringe é, afinal de contas, mais uma série de J.J. Abrams, criador de Lost e Alias e um dos showrunners mais geniais (e nerds!) da televisão.

P.S.: Atualmente, estou no season finale da 2ªtemporada. Não custa nada dizer que as promessas citadas por mim no texto não são apenas cumpridas… são cumpridas de modo GENIAL. Em breve, falo da inacreditável 2ªtemporada da série, que a firmou como uma das melhores em exibição atualmente. Aguardem!

2 Responses to Review: Fringe – 1ª temporada

  1. muito bom ver alguém que como eu torceu um pouco a cara pra fringe, mas depois foi fisgado, falndo com entusiasmo… de fringe… ops… entusiasmo é redundância ao se falar de fringe…afinal todo mundo q assiste fala com fervor merecido da série

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