Review: The Big Bang Theory 4.15 – “The Benefactor Factor”, 16 – “The Cohabitation Formulation” e 17 – “The Toast Derivation”

É maravilhoso assistir séries assim… The Big Bang Theory simplesmente não para de melhorar!

4.15 – “The Benefactor Factor”

Dialogos inspirados, piadas afiadas, várias referências nerds e uma situação  inusitada com rumos inesperados. ISSO é The Big Bang Theory! Como é bom ver que os roteiristas ainda tem algumas cartas na manga e só estão “economizando” um pouco, afinal, está garantida até a 7ªtemporada… Dá pra fazer uma lista com todos os bons momentos desse episódio. A começar pela conversa no refeitório, sobre vampiros:

Raj: Como vampiros se barbeiam se eles não podem se ver no espelho?
Sheldon: Eles se encontram em pares e barbeiam um ao outro, caso encerrado!

Os papos nerds na mesa do refeitório estão para TBBT o que as conversas no sofá do Central Perk eram pra Friends. É o tipo de momento indispensável para a série, onde a química e a dinâmica dos personagens é posta a prova e os roteiristas tem toda a liberdade de viajar nos dialogos, já que esse momento é sempre algo a parte na história, portanto, as conversas podem ser sobre o que os roteiristas bem entenderem. E que eu me lembre, essa deve ter sido uma das melhores.

Mas a parte com história também não deixou a desejar. Os nerds são convidados para um jantar beneficente com várias pessoas influentes, só para puxar o saco delas e conseguir fundos para as pesquisas do departamento científico da universidade. Sheldon tem todos os seus motivos para não ir e os outros, já no jantar, são destruídos por uma velha chata, que, surpreendentemente, acaba ficando interessada em Leonard (o “rumo inesperado” do episódio).

Outro bom ponto a se ressaltar é que Leonard, para surpresa geral, NÃO estava chato nesse episódio! Como ponto central da história, acabou levando toda a coisa muito bem. As cenas dele com a mulher dentro do carro foram ótimas. Mesmo assim, foi inevitável: Sheldon estava uma máquina de frases memoráveis aqui, como não se via há tempos. Como quando Leonard diz que vai falar da sua pesquisa no jantar com a mulher:

“Vocês vão falar sobre sua pesquisa? O jantar vai ser num drive-thru do Jack in a Box?”

Isso sem contar a piada com os geólogos que não vou citar inteira pro review não ficar ainda maior. Enfim, foi ótimo ver um episódio com tudo que TBBT tem de melhor, agora só fica a torcida para que mantenha nesse nível e não seja só um momento especial da temporada…

Nota: 10

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4.16 – “The Cohabitation Formulation”

Depois de uma ótima participação, Priya, a (maravilhosa) irmã de Raj retorna, ao que parece, para ficar um tempo com os nerds. E se no episódio passado foi um choque ver Leonard sendo divertido, aqui os roteiristas FINALMENTE conseguiram: Amy Farrah Fowler não está mais odiável! Viram que fazer uma xerox perfeita de Sheldon não estava colando, então resolveram “humanizar” um pouco mais a personagem e agora ela enfim está dando certo, foi ótima nesse episódio.

Alias, interessante notar que as duas tramas que moveram o episódio tiveram uma grande relevância para os personagens, diferente do que acontece normalmente, em que há uma trama central e outras sub-tramas. Aqui, ambas se desenrolaram paralelamente, mas com importância equilibrada. De um lado tivemos o retorno de Priya (e com isso, Leonard voltando a pegar ela, tipo de coisa que só rola mesmo no mundo de TBBT…) e do outro, Bernadette questionando Howard quando ele vai desgrudar da mãe e ficar independente (e consequentemente, morar com ela, hehe). E a mãe do nerd me fez dar altas gargalhadas nesse episódio, como sempre faz:

Mãe:Você é um estuprador?
Howard: ESTUPRADORES NÃO USAM CHAVE, MÃE!!

Foi excelente Amy forçando Penny a chorar, mesmo que involuntariamente, ao ir consolar a “amiga” desnecessariamente. Como eu disse, a personagem foi surpreendentemente ótima nesse episódio. E Sheldon, novamente estava com tudo, soltando desde o comentário de que é necessário oferecer uma bebida quente a todo convidado triste e claro “the dance with no pants”. É o tipo de inocência do personagem que era tão absurdamente evidente no começo da série que agora pega de surpresa quando acontece. Isso sem contar o “proibei” do Raj e a regra do “amigo inconsolável” de Sheldon…

Mais um episódio que compensou o momento meio qualquer nota que rolou na temporada. O mais absurdo é que o episódio não foi NADA nerd, foram relacionamentos do começo ao fim, mas os personagens já conquistaram o suficiente para fazer com que nos importemos com isso. Além do que é admirável ver como o elenco se dá bem, todos os personagens interagem com uma naturalidade excelente e os dialogos tem uma dinâmica fantástica. Sério, pra me fazer gostar de um episódio que não teve NADA de nerd… os caras tem que ser muito bons, hehe.

Nota: 9

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4.17 – The Toast Derivation”

“Se você não perdesse tanto tempo cuidando de criancinhas na África, teria tido mais cuidado com o Windows Vista” – Sheldon para Bill Gates, segundos antes de levar um soco do bilionário

Só por isso, esse episódio já valeria, mas foi mais legal que isso. Ok, não tão bom quanto os dois anteriores, mas ainda assim foi divertidissimo, como tem sido nos últimos tempos, mais pelo elenco, que funciona de um jeito excelente quando está junto, do que pelas piadas ou a história em si mesmo. Talvez estejam acertando tanto porque enfim lembraram que existe série além de Sheldon. Faz tempo que o episódio não se baseia só nele e isso tem ajudado essa temporada a se tornar uma das melhores da série.

Depois de anos, Sheldon enfim descobre a chocante verdade: ele não é o elo central daquele grupo. Quando Leonard começa a ir comer com Priya na casa de Raj, o grupo imediatamente se move pra lá, deixando o metódico nerd revoltado com uma mudança tão drástica. Isso leva ele a chamar novos amigos e vários personagens recorrentes surgem aqui como os novos “amigos” de Sheldon. No caso, o odiável Barry Kripke, o dono da loja de HQs Steve e Zack, o ex de Penny. Os três juntos no apartamento, com um claramente desconfortável Sheldon, foi ótimo. A cena do karaokê foi de chorar de rir.

No fim das contas, os outros percebem que por mais insuportável que Sheldon seja, as intervenções irritantes dele fazem falta. Eu não ia aturar conviver com um cara como ele, mas não tem como negar que comentários como:

“Olha, está passando Harry Potter e 98% da Pedra Filosofal” – Por Raj ter uma TV de plasma com pixels queimados

Me fariam rir fácil, mesmo que a intenção dele não fosse essa…

Agora, fica a torcida para que The Big Bang Theory continue nesse nível, sabendo dosar as boas histórias com as referências nerds e apostando na interação de TODOS os personagens e não apenas nas peculiaridades de Sheldon. Enquanto estiver assim, não vai parar de melhorar…

Nota: 8,5

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Agora, prometo que vou tentar manter atualizado até o fim da temporada. Com a série em hiato de algumas semanas, ainda essa semana comento sobre o (ótimo) último episódio.

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