Review: Secret Diary of a Call Girl S04E04

De Londres para o mundo.

A cada novo episódio dessa quarta (e última!) temporada de Secret Diary of a Call Girl a gente consegue ver a história ficando cada vez mais amarrada e caminhando para uma finale que esperamos que seja tão sólida como foi a trajetória da nossa queria Belle. Essa semana saímos da tensão que foi a Poppy ter descoberto que Stephanie, sua mãe, trabalhava no mundo da prostituição e que Belle era na realidade uma das garotas que Stephanie costumava agenciar, e chegamos a um episódio que se mostrou mais calmo, até a chegada dos seus impactantes últimos cinco minutos.

O mundo de Poppy foi às ruinas e desde que descobriu a realidade por trás da vida de Stephanie, a garota pareceu não saber direito como reagir a tal notícia. Depois daquele ataque de fúria do episódio passado, parece que a jovem Poppy resolveu, em primeiro lugar, conversar com sua mãe para entender o porquê de tudo isso. Uma péssima ideia?

Deixar as coisas em pratos limpos com Stephanie foi também escutar algumas coisas que, com certeza, Poppy não estava querendo ouvir. Primeiro que Stephanie fez tudo aquilo para garantir uma boa vida para a filha e também que Stephanie nunca disse nada para a filha justamente porque ela não conseguiria aguentar uma bomba dessa, fato este que se comprovou nos dois últimos episódios.

A reação de se inserir no mundo do sexo fácil/prostituição para se vingar da mãe (e da Belle!) foi algo que eu já estava meio que esperando, ainda mais por estarmos falando de Poppy, uma garota que vivia numa bolha e que com uma notícia dessas, obviamente, ia querer “conhecer o mundo” para revidar a superproteção que Stephanie sempre lhe deu.

Não foi só Poppy que teve que reagir a situações inusitadas e diferentes nesse episódio, Belle passou pela mesma coisa só que em dois momentos completamente distintos. O primeiro é o de ter sido procurada por um produtor para que fizessem uma versão cinematográfica do best-seller da prostituta e a oportunidade de se aventurar em Nova York para a produção/gravação do longa metragem. Demais, né?

Sempre quis ver essa fase em que a Belle de Jour ganhou a fama internacional e acho com o filme isso logo vai acontecer. Quero ver o mundo reagindo à história da Hannah/Belle e espero que a série consiga captar com realismo toda aquela vibe que foi quando a Belle de Jour começou a aparecer como uma figura enigmática que chamava a atenção de pessoas de todo o mundo, até finalmente chegarmos ao momento em que a Brooke Magnanti resolveu mostrar a cara para o mundo. Isso seria uma excelente series finale!

A outra situação em que Belle teve que enfrentar o novo foi com Henry, seu cliente que redefiniu o conceito bizarro. Nesses quatro anos de Call Girl a gente viu a Belle enfrentando as maiores bizarrices sexuais, desde o sploshing até os fetiches S&M, mas poucas foram as vezes que a própria Belle soltou um “WHAT THE FUCK?!” para o fetiche do cara, como foi o caso de Henry.

Um milhão de vezes “WTF!?” pra esse cara e, claro, um cliente tão bizarro assim tinha que adorar a Charlotte e ficou com Belle apenas por que sua musa dominatrix estava digamos…muito ocupada. O fetiche de Henry é gostar de se comportar como um bebê, colocar uma fralda e deixar que suas prostitutas cuidem dele como se fossem suas mães. Sem sexo, sem nada, apenas encenando todos os comportamentos de um bebêzão.

Belle, obviamente, estranhou tudo isso, mas no final acabou entendendo que Henry era um pai de família com responsabilidades gigantescas e que cuidava de todos a sua volta, no entanto, de vez em quando esse homem super atencioso e cuidadoso precisa de atenção, de alguém para coloca-lo nos braços sem precisar que ele faça mais nada. Bizarro? Sim. No entanto, Call Girl, como sempre, consegue nos fazer refletir sobre nossos preconceitos e moralismos.


Pra terminar, nem tudo mais são flores entre Hannah e Ben. Hannah está cada vez mais distante, ou melhor, ausente na vida de Ben, já que ela nunca trabalhou tanto na vida e nunca teve tantos problemas para resolver. Somamos isso à falta de maturidade de Ben, que permite que Poppy transe com um completo estranho no quarto de hóspedes da casa deles, e temos a maior briga que o casal já teve.

Ben (e Poppy!) tem que entender que Hannah não vive num hedonismo/libertinismo escroto e que aceitaria ver qualquer estripulia sexual em sua casa apenas porque trabalha no ramo da prostituição. Apesar de todos esses anos Ben ainda parece não entender o estilo de vida da Hannah, não só não entende como também ainda não concorda/aceita a forma “fodida” como Hannah ganha a vida, apesar de anteriormente ter dito que isso nunca foi um problema pra ele.

É com muita raiva que Belle manda Ben ir embora, se solta das amarras que lhe prendem a Londres e decide ir conhecer o mundo, aceitando a oferta irrecusável do produtor de cinema e embarcando rumo a Big Apple. Será que a história entre os dois vai acabar de uma vez por todas? E como será essa nova fase na vida da nossa prostituta preferida?

Com essas perguntas a gente fica aguardando ansiosamente o próximo episódio.

Até a próxima semana!

Sobre Aécio Rocha
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