Review: The Big Bang Theory 4.12 – “The Bus Pants Utilization”, 13 – “The Love Car Displacement” e 14 – “The Thespian Catalyst”

Com Two and a Half Men ameaçada, a CBS tem apostado todas as suas fichas no seu segundo maior sucesso e nos últimos episódios, isso tem ficado cada vez mais evidente. The Big Bang Theory ainda não é a comédia mais genial da televisão atual, mas a cada episódio está conseguindo divertir mais e só melhora.

4.12 – “The Bus Pants Utilization”

No episódio menos engraçado desses três, Leonard tem uma ideia genial (no contexto deles, claro) para um novo aplicativo para smartphones e junto com Raj e Howard, começa a desenvolver a ideia, mas é claro que antes que comecem qualquer coisa, Sheldon acaba se envolvendo na história.

Já deve ser a trigésima vez que Leonard e Sheldon discutem feio, um dos dois fica pra fora do apartamento o episódio inteiro, no fim os dois “se entendem” mas Sheldon solta algum comentário inconveniente mostrando que não aprendeu nada e Leonard apenas aceita que o amigo é assim. Sim, eles usam situações iguais em vários episódios já faz algum tempo, mas essa – diferente de Sheldon e Penny fazendo alguma coisa juntos, que é SEMPRE engraçado – não tem mais graça.

Bom, claro que no final os dois acabam mesmo fazendo algo juntos. Como Leonard, mesmo depois de fazer as pazes com Sheldon acaba expulsando-o do projeto, ele vai fazer seu próprio app com Penny: um catálogo eletrônico de sapatos. No mais, nem tem muito o que falar desse episódio, são daqueles que a gente vê, ri das piadas, ele acaba e a gente esquece. Ainda bem que os seguintes compensam esse…

Nota: 7

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4.13 – “The Love Car Displacement”

É regra: se quer fazer algo bem divertido e que compense o episódio anterior meia-boca, é só mudar os ares da série e colocar todo mundo em um lugar diferente. Em The Big Bang Theory não foi diferente e Sheldon foi o responsável em colocar todo mundo na estrada, para uma convenção de ciências. O primeiro sinal de que o episódio foi ótimo, sem dúvida foi Amy Farrah Fowler. Grande promessa da série que logo se tornou sua maior decepção (por ser insuportável como Sheldon, mas sem ser engraçado como o nerd), até ela esteve legal aqui!

Acho que ainda não encontraram um lugar certo para a personagem, que em alguns episódios mostra tentativas sinceras de se socializar, mas incapaz de fazer isso com seus assuntos bizarros (e é aí que ela é engraçada) e em outros parece uma androide chata e estúpida. Aqui ela foi bem legal, se a manterem assim, talvez eu acabe curtindo mais… Por outro lado, Bernadette já está disputando acirradamente o posto de garota mais legal de The Big Bang Theory com Penny. Sério, a cada episódio que passa ela está mais engraçada e divertida, deviam ter colocado ela de personagem fixa na série há muito tempo!

Quanto ao episódio em si, teve vários bons momentos. As piadas com a sexualidade de Raj continuam inspiradas (Bridget Jones foi excelente) e a troca de quartos, apesar de ser uma piadinha bem besta, acabou sendo engraçada. Mas o final, com todo mundo lavando roupa suja no meio da apresentação de Sheldon foi excelente, sem contar é claro, a brincadeirinha no carro, que terminou com Howard jogando o walkie-talkie pela janela.

Esse episódio foi bem divertido, diferente de tantos outros dessa temporada, que foram só mais um em meio a tantos. Fato é que em meio a vários episódios dessa temporada, esse não soou tão rotineiro.

 

 

Nota: 8

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4.14 – “The Thespian Catalyst”

Cara, que episódio excelente! Eles sempre acertam quando o foco sai só de Sheldon ou da relação Leonard/Penny e vai para um dos outros dois, Howard e Raj. Aqui, foi a vez do indiano brilhar, com direito a uma homenagem (genial) a Bollywood e um ótimo trabalho de Kunal Nayyar.

Na história, Bernadette diz que Raj é uma “boa pegada”,  para levantar a auto-estima do indiano, que estava magoado pois ninguém se interessava por ele. Com base nesse elogio, como se fosse um adolescente de 12 anos, Raj passa a achar que a namorada do amigo poderia ser o grande amor da sua vida. O melhor de tudo foi que os momentos mais engraçados envolviam apenas o indiano e seus pensamentos, sem precisar de mais ninguém em cena. A melhor prova de que essa série vai além de Jim Parsons.

Por falar nele, sua parte com Penny foi engraçadinha, mas só. A interação entre os dois nunca vai ser ruim, já que Parsons é ótimo e Kaley Cuoco foi de longe a que mais cresceu na série, mas a história passou bem longe de ser engraçada como a ida dos dois ao hospital, por exemplo. Mas a encenação de Star Trek e o momento “drama queen” de Sheldon foram excelentes.

Enfim, o que mais valeu mesmo foi a cena final, um momento musical propositalmente tosco, cheio de cores e dançarinos, numa homenagem muito bem sacada a Hollywood. A dancinha de Raj e Bernadette foi excelente e a última piada (“Fora a dancinha… eu definitivamente não sou gay”). Final hilário para um episódio excelente. Se The Big Bang Theory continuar assim, saindo um pouco da sua zona de conforto e apostando no potencial dos seus outros personagens, tem tudo para deixar de ser rotineiro e passar a ser mais uma série indispensável.

Nota: 9

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