Retrospectiva 2010: O ano em 30 e poucas séries

Não existe pauta mais manjada do que listas de final de ano. Mas nem por isso ela deve ser evitada, afinal, não há melhor momento para fazer aquele balanço de como foi o ano, não é mesmo?

Então decidi fazer uma lista com tudo o que vi durante o ano – desde as séries que acompanhei religiosamente, até aquelas que dei uma espiada de leve. Será que meu ano foi bom? A lista é extensa (mais de 30 títulos), portanto, o CTRL+F será o seu melhor amigo caso queira ler algo específico. Preparado? Respire fundo. Um, dois, três, GO GO GO!

24 – Chegou a hora de dizer adeus. Não foi a despedida mais aguardada por mim (hello, Lost!), mas definitivamente foi a mais emocionante. Essa última temporada, particularmente, foi tensa em diversos aspectos. Primeiro porque teve momentos absurdamente tensos e de deixar a adrenalina a mil como naquele aquela sequência épica de Jack Bauer vestido de Jason no túnel com o ex-presidente Logan se borrando todo no carro gritando THAT’S JACK BAUER!

E segundo pois se tratava da última temporada da série e sua primeira parte foi uma das piores coisas já vistas na séie. O motivo? Dana Walsh. MEU DEUS DO CÉU, a terrorista infiltrada na CTU desse ano foi muito broxante! Lembro que quando anunciaram o novo elenco dessa última temporada, todos bateram palmas para Starbuck na CTU e torceram o nariz para Freddie Prince Junior como um agente meio que braço direito de Jack. Acabou que Freddie surpreendeu a todos mandando muito bem no papel do agente camarada e Dana, vish.. só foi capaz de causar nervoso e risadas misturadas com aquele sentimento de vergonha alheia.

No fim acabou que a temporada conseguiu se redimir apresentando uma segunda parte absurdamente superior ao início capenga que teve, fazendo com que todo fã ficasse com o coração saindo pela boca como naquele momento em que Chloe e Jack ficam frente a frente próximo do final da série.
E aquela conversinha final dos dois através do satélite? E o “Shut it down” de Chloe? E o relógio fazendo a contagem regressiva? Desejo muito que o suposto filme da série não saia do papel. Afinal, essa finale foi super satisfatória para mim, ao contrário de outra série também que se despediu. Sim, estou falando de…

LOST – Como é possível uma série despertar sentimentos tão distintos? No início eu AMAVA LOST e defendida a série com unhas e dentes. Sério, tem como não declarar amor eterno por ela quando “Through the Looking Glass” chega ao fim com o “We have to go back!”? Mas aí ela começa a piorar e piorar e chega em tramas que envolve Sayid-Zumbi, Pai Mei, Flocke, not Tina Fey e Luz, muita Luz, como se fosse um video clip da Luciana Melo. Pois é. Por mais que eu tenha derramado lágrimas com aquele final de novela das oito, há de se convir que a série se perdeu no decorrer das temporadas. Não me venha falar que ela era toda planejada e certinha do começo ao fim (Henry Gale mandou lembranças).

Teve também a despedida de Echo, Sierra e Topher. Que falta vai fazer os bonecos de Dollhouse! Joss Whedon mostrou-se mais uma vez um gênio da ficção. Kudos para ele com os episódios Epitaph One e Two, ambos contando com a participação da sempre adorável Felicia Day.

E a quarta grande despedida foi Party Down. Tudo bem que ela já estava fadada ao fracasso. Ela não era exibida nas noites de sexta na Fox (RIP Firefly e Dollhouse) mas era exibida em um canal X (Starz) cuja audiência se limitava praticamente aos familiares dos envolvidos nas produções da emissora. Uma pena pois essa comédia, junto a Community e Parks and Recreation (mais delas abaixo), foi uma das melhores comédias dos últimos anos!

Mas para cortar esse papo melancólico vamos falar de Breaking Bad. PUTA QUE PARIU, como eu não tinha visto antes? Em todos os lados que eu olhava eu via alguém elogiando a série a torto e direito, mas por algum motivo insistia em ignorar esses sinais. Foi então que na metade do ano deixei a birra de lado e decidi dar uma chance. Manja toda aquela revolta do tipo “Comassim Michael C. Hall não levou o prêmio DENOVO!”? Acredite, ele não levou os prêmios por uma boa causa.

Outra coisa linda de se ver foi Community. A série que trouxe o episódio mais cool do ano, o do paintball, encerrou sua primeira temporada no topo e começou seu segundo ano melhor ainda, com direito até a participação da sempre adorável Betty White. Uma pena que Modern Family não seguiu os passos da série da NBC. Gloria e família está tão meia boca que só de raiva da vontade de entrar no Team Glee na torcida das premiações (not).

E por falar em Glee, tivemos o tão falado episódio especial de Britney Spears que serviu única e exclusivamente para mostrar que, atém de hilária, Heather Morris é uma excelente dançarina. E tivemos também o tão aguardado (pelo menos por mim) episódio dirigido por Joss Whedon com a participação de Neil Patrick Harris. Pena que foi meio broxante, assim como toda a série.

Falando em broxante, dei mais uma chance a Gossip Girl. Tentei retomar a série a partir da terceira temporada, com o pessoal começando a faculdade. Continua tudo tão chato que acabei largando na metade da temporada. Mas ainda tento voltar a ficar em dia, afinal, Blair e Chuck merecem uma atenção especial.

Outra que foi além do broxante, chegando já na impotência, é One Tree Hill. A série definitivamente deveria ter acabado ao final da sexta temporada. Seu sétimo ano foi um verdadeiro reboot de mau gosto. OK, tivemos alguns momentos interessantes como aquela cena de Haley acordando no meio da noite e chorando na varanda após a morte de sua mãe. Do resto? Uma verdadeira tortura para os fãs da série (por fãs leia-se aqui os oldschool, da época que em OTH era uma série high school com citações bacanas nos inícios e términos dos episódios).

E United States of Tara? Teve um início bacana com Tara mentindo para a família se relacionando com outra mulher através da persona de Buck, mas depois desandou de vez com a trama de Kate. Preciso retomar pelo menos para não ficar feio deixando a temporada na metade.

Outra que começou bem mas acabou perdendo o gás foi Weeds. Shane é o rei da série, mas nem ele estava segurando as pontas na metade dessa temporada. Acho que parei no episódio do parque de diversão. O final foi bom? Será que rende mais uma boa temporada?

Uma que eu não botava muito fé mas que acabou surpreendendo foi Grey’s Anatomy. Apesar de ter tido uma das melhores finales da safra passada, estava com um pé atrás com o novo ano. Bom saber que o povo de SGH (me recuso a chamá-lo pelo nome atual) está com aquele fôlego de série nova. Diferente de How I Met Your Mother que está tentando retomar a genialidade das três primeiras temporadas mas ainda não conseguiu. Pelo menos tivemos Robin Sparkles 3, né? =D

E no mesmo barco entra Entourage. Mesmo com uma temporada agradável, senti que ainda faltava aquele fator X de antes. Ver Autumn Reeser batendo de frente com Ari Gold foi priceless mas mesmo assim, faltou algo.

Como eu estava me esquecendo! The X Factor UK! Como essa competição é muito mais agradável que Idol, né? As performances são bem mais produzidas e a dinâmica parece mais interessante. Dei até uma espiada na versão australiana (Team Sally Chatfield eternamente). Não vejo a hora que comece a versão americana. Está meio na cara que a Pussycat Doll Nicole “Schwarzenegger” estará na bancada  ao lado de Simon, mas confesso que preferia mil vezes a sempre bozo Katy Perry.

Por falar em Simon, essa última edição de American Idol foi bem bunda, hein? Salvo algumas exceções como Siobhan, Lee e MamaSox, jogava o resto todo no lixo. Com a saída de Simon, estava certo de que eu ia deixar AI de lado, mas eis que lembro da genialidade que são os videos de Idolatry e aí acabo voltando atrás e dando mais uma chance à competição SÓ para ver a cobertura de Idolatry. Para quem não sabe, este é um programa online da EW que faz a cobertura do programa de uma forma incrivelmente hilária com pitadas de humor negro.

E The Amazing Race que teve uma temporada mais ou menos? Estava ficando chateado com ela até que anunciam uma temporada com duplas de outras temporadas! Será que Sam e Dan voltam? E Melory e seu pai? E as jogadoras de poker? Não vejo a hora! 2010 teve também America’s Best Dance Crew e sua injusta finale que deixou Blueprint Cru em segundo lugar.

Mas o que não vejo mesmo a hora de assistir é Parks and Recreation! Tudo bem que a primeira temporada foi bobinha – até Tina Fey (Amy’s BFF) deve achar meio bunda -, mas a série acorda para a vida na segunda temporada e compensa toda a falta de qualidade do início.

Já que comecei de novo a falar de coisa boa, então vamos lá. Fringe e In Treatment! Assim como Breaking Bad, descobri tardiamente essas duas preciosidades da TV americana. A primeira tem conseguido preencher o vazio que LOST começou a deixar ao início da quarta temporada. E a segunda, bem, nem tem muito o que falar. É só conferindo para entender como esses 20 minutos assistindo à terapia alheia é incrível. Team Sophie até o apocalipse (pois é, ainda estou na primeira temporada). OK, falei de mais, né? Vamos fazer um pá-pum então.

O que falar da não espetacular porém MUUUUITO boa e divertida Secret Diary of a Call Girl? Aquela entrevista da Billie com a verdadeira Belle foi ótima, hein? Quero muito ver o filme!

E The IT Crowd que me fez passar muita vergonha no ônibus a caminho do trabalho? Impossível segurar a gargalhada com aquele trio!

E Friday Night Lights que está quase no fim? Já estou chorando desde já!

E Nurse Jackie que as vezes gostaria que chamasse Newbie Nurse Zoey? Demais!

E Brothers & Sisters que ressurgiu das cinzas?

E Blue Mountain State me fazendo reviver minha adolescência dá época em que passava tardes assistindo a American Pie over and over?

E a sensacional dobradinha do 30 Rock Live Show com direito a abertura cantada?

E Chuck espião de verdade?  OK, estou atrasado nessa temporada e também torci o nariz quando Morgan entrou para o time dos espiões, mas pô, That’s Chuck fucking Bartowski!

Nossa! Por falar em atrasado, esqueci que vi apenas os três primeiros episódios de Raising Hope. Sorry, Princesa Beyonce! Já já estou de volta!

Uma que não tenho tanta vontade de voltar a ver é Parenthood. Por mais que Lauren Graham e Mae Whitman sejam irresistíveis de conferir quando estão juntas, é muita pagação de pau para B&S. Sem contar Rookie Blue, que segue os moldes de Grey’s Anatomy mas não consegue ter aquela química que só os médicos de Seattle tem. A finale está pausada lá em casa há meses.

Putz! E The Big Bang Theory! Nem lembro o último que vi. Tudo bem que Sheldon sempre será divertido (com exceção da overdose de bazinga na piscina de bolinhas), mas essa temporada está tão sem sal que nem Blossom salvou a série da monotonia.

E por fim Smallville, apesar de um episódio 200 super nostálgico (teve até o retorno primeiro freak da série), o episódio teve ótimos momentos inéditos como Clark visitando o futuro e ficando cara a cara com sua versão Superman. Pena que o cancelamento da série está uns 5 anos atrasado.

Pronto. Acho que é isso. Fiquei tão assustado com o tamanho da lista que prometo esse ano tentar maneirar o vício e diminuir um pouco essa lista (NOT). Brinks a parte, prometo começar Doctor Who (ok, @aeciorocha?) e conferir a tão falada Battlestar Galactica (não esqueci da promessa, @karenguassu). Será que consigo? Darei o meu melhor.
Lista feita, balanço do ano feito, agora sim posso começar 2011!

 

5 Responses to Retrospectiva 2010: O ano em 30 e poucas séries

  1. Tati Regadas disse:

    Nossa, Zé! Lista enorme mas honesta, viu? É bem por aí o que se passou com todos os viciados em umas duzentas séries diferentes😉

    • @ZePicelli disse:

      Pois é, Tati. Essa lista quase me custou atrasar o término da faculdade com duas DPs, mas graças ao bom Deus consegui dar uma pausa em tudo o que acompanhava no final de Novembro e dar uma estudada. Agora que a faculdade acabou, é hora de virar um couch potato _o/

  2. Marcelo Silva disse:

    Caramba, sensacional! Que bom que vc e o Aécio estão aí para assistir esse monte de coisa, pq em 2010 eu fui uma negação com séries, vou tentar me redimir. Já até comecei a ver a 4ªtemporada de 30 Rock pra ficar em dia, hehe…

    Enfim, eu adorei o final de Lost, fora a rolha do inferno e os cinco últimos minutos, com a revelação mais preguiçosa do mundo, sobre os flashsideways. O climão Manoel Carlos foi meio tosco mesmo, mas sei lá, acho que era meio necessário até, ficou com cara de final e eu curti demais. Saudades eternas da série, mesmo que no final ela não fosse metade do que era no começo. Só discordo mesmo do que vc falou de TBBT. To curtindo até demais essa temporada, pow, vc não viu o episódio com a Elisa Dushku? Foi bom demais. E não acho que Modern Family tá meia boca, é aquela velha história… não estão mexendo no time que está ganhando. Tá na mesma desde a 1ªtemporada, nem melhor nem pior.

    Quanto ao resto, é só a vontade imensa de assistir a maioria. Quero continuar com In Treatment e Fringe, são as grandes promessas de 2011. Breaking Bad, Chuck e Mad Men vem logo atrás na fila. E quero até dar uma chance pra Supernatural! Pra alguém que vai começar a facul esse ano, to sonhando muito alto né? huahsausahsuashasuashausahsushau

    Enfim, excelente post. Só não é melhor pq fiquei com vontade de assistir mais da metade das coisas aí e isso é sacanagem, hehehe

    • @ZePicelli disse:

      Pois é, Marcelo… alguém aqui no blog tinha que compensar o seu descaso com as séries em 2010, né? hahaha brincadeira. Sei que o ano foi corrido para ti.

      Então, por algum motivo obscuro TBBT não tem me agradado como antes. Não que esteja ruim. Eles tem mantido o nível de antes, mas como tenho visto séries que sempre trás algo novo (Fringe e In Treatment, por exemplo), eu acabo esperando algo novo a cada episódio de TBBT, o que não é a proposta da série. E não, ainda não vi Elisha. Aécio comentou que o episódio é bem do bacana! =D

      Mas quanto a Modern Family, eu ainda acho que a série não está no mesmo nível de antes. Essa temporada acertou aqui e ali, mas, na minha opinião, não tivemos mais do que dois episódios bons do início ao fim como era normal ter na primeira temporada.

      E fique tranquilo. Agora que você não precisa mais se preocupar com vestibular, agora é o momento certo para você se jogar nos episódios! hahaha dê preferência a Fringe e Breaking Bad PELAMORDEDEUS.

  3. Tayná disse:

    30 séries? CARACA! O pior (ou melhor!) é que eu sei que isso REALMENTE é true, hahah! Zé, o menino mais viciado em séries que eu conheço. E olha que eu achava que EU assistia bastante, me sinto até mal em falar no meu ano de 2010. Tudo bem, eu assisti séries novas que, por sinal, o senhor indicou, mas eu abandonei muitas também que preciso voltar a ver. Que 2011 seja o ano do recomeço, hahah!

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