Review: The Walking Dead 1.03 – “Tell It To The Frogs”

Eu já esperava que não fossem manter o nível dos dois primeiros episódios, até porque isso é um desafio e tanto. Mas acho um pouco estranho uma temporada que vai ter apenas seis episódios se dar ao luxo de dar essa freada considerável com um calmo (as vezes até demais) episódio filler.

Isso não chega a ser exatamente uma crítica. Afinal, a série fez questão de deixar bem claro desde o início que não seria só miolos espalhados pela tela e pessoas correndo de zumbis grotescos na cidade desolada, veríamos o drama e acompanharíamos a história de cada personagem. O problema foi não ter misturado a ação desenfreada com essa parte mais dramática. No fim, pelo segundo episódio ter deixado todo mundo com o coração na mão, esse acabou parecendo um tanto parado.

Bom, agora não dá mais pra odiar a colônia de sobreviventes né? Rick enfim chegou lá e tivemos o aguardado reencontro dele com a família. Bom, aguardado pra ele e pro filho, já que a mulher ficou com aquela cara de cachorra perdida e Shane, com aquele sorriso de “damn it, o filho da mãe ainda tá vivo”. Alias, três episódios são o suficiente para dizer: cara, como eu odeio esses dois. Sarah Wayne Callies está absurdamente sem sal – ela já não era um poço de talento em Prison Break, mas ainda convencia – e a personagem, Lori, é chata, chega até a apagar o protagonista.

O amigo, Shane, é pior. Não basta Jon Berthal ser tão bom ator quanto uma colher de chá (os olhos arregalados ainda me fazem rir), tem o fato do personagem perder toda a pouca graça que tinha com Rick no acampamento. Não é a toa que ele só era o parceiro do protagonista. Talvez seja porque tenho medo de focarem demais no triângulo amoroso e ficar tosco ou porque Lori ser vítima de uma mentira é ainda mais besta que ela ser uma safada que trai o marido em coma (era o que faltava, lista de personagens preferidos e odiáveis deixa The Walking Dead entre minhas séries favoritas, hehe).

Só um último ponto negativo: pararam pra perceber que os 10 primeiros minutos foram pro reencontro de Rick com a família e os 35 restantes se basearam em como contar para o irmão de Merle que ele ficou preso no prédio e de que forma agir depois (tá, e teve o Shane pegando sapos fake com o filho do Rick)? Caramba, dá pra fazer um episódio com mais história que isso, né?

Enfim, nem tudo foi chatice no episódio. Curti esse espaço que estão dando para as outras pessoas na colônia (é admirável que todos ali estão tendo um certo foco, com menor ou maior importância, coisa que poucas séries que lidam com um grande número de personagens consegue fazer – vide Lost), inclusive o marido babaca e sua mulher. Novamente a tal coisa dos clichês bem usados. Já vimos o cara bad-ass que maltrata a mulher, aí vem um outro, transforma a cara do marido mau em purê e a esposa chora desesperada porque, apesar de tudo, ama o homem. Mas, como sempre, souberam fazer do jeito certo e acabou sendo o melhor momento do episódio.

No fim, Rick volta com uma turma até o prédio onde eles deixaram Merle e acabam encontrando apenas uma mão decepada e a algema pendurada no cano, sem ninguém preso a ela. Sério, vou ficar muito feliz se estiver certo quanto a ele voltar como um zumbi. De qualquer modo, foi um fim pra deixar ansioso para o próximo. E quase na brincadeira, já estamos na metade da temporada, dá pra acreditar? Talvez isso explique o clima filler desse episódio. De qualquer modo, não foi ruim, mas comparado aos dois primeiros… podia ter sido muito melhor.

Nota: 8

P.S.: Sério mesmo que o título do episódio faz referência ao jeito todo educado que a mulher do Rick manda Shane ir a merda? Não, não, sério mesmo?

P.S.²: O episódio quase não teve zumbi, mas os únicos que tiveram já valeu. A machadada já é o 3º modo clássico de se matar um zumbi.

P.S.³: Aquela cena inicial é fantástica. Merle é completamente doido. E eu fiquei agoniado.

5 Responses to Review: The Walking Dead 1.03 – “Tell It To The Frogs”

  1. Diego disse:

    É verdade, esse episódio foi realmente bem abaixo dos outros mesmo, me preocupa esse fato de que já estamos na metade da temporada e até agora não mta coisa aconteceu. Espero q na segunda temporada tenha mais história (e mais ação de preferencia, hehehe).

    Por incrível que pareça eu gostei da Lori e do Shane, não sei pq…

    E agora esse mistério do final do que aconteceu com o Merle me deixou curioso demais, próximo episódio promete mto!!!

    abraços!!!

  2. nerdloser disse:

    eu ODEIO o rick (aquela conversinha na fogueira deu vontade de matar ele com um espeto no olho). a esposa dele é whatever. não me incomoda. agora do shane eu gosto. ele tem carisma. não? não, né? você não curte.
    agora, my friend, prepare-se. se TWD tiver um pouquinho do DNA do canal que a transmite (o AMC), putzgrila. prepare-se, porque vai ser enrolação até morrer. e TWD vai ser tipo breaking bad, que tem episódio com ação, cliffhanger, desespero e gritaria e tem episódio que não acontece NADA.
    eu não ligo de acontecer muita coisa ou pouca coisa. eu quero ver conflito, independemente se tem ação ou zumbi no meio. por isso achei o episódio bastante decente. não achei parado. quase nada me incomoda, a não ser os personagens meio mongolóides.

    • Marcelo Silva disse:

      O Rick ainda não me incomoda muito, sabe? Ele tá lembrando MUITO o Jack na 1ªtemporada de Lost e nessa eu ainda gostava do personagem, as chatices dele eram até justificáveis, hehe. Agora é só torcer para a série não terminar com ele tendo que levar a luz do coração dos homens para os zumbis, hehehe.

      Meu ódio pelo Shane é meio injustificável, hehe. Sabe, vc olha não vai com a cara… só sei que ele me irrita.

      E to sabendo que as séries da AMC são exclusivamente sobre pessoas. O piloto de Mad Men me deixou ferrado no sono, mas ainda to em dívida com Breaking Bad. Todo mundo fala que as duas são brilhantes, preciso dar uma chance. Mas pow, TWD tem zumbis! Cidade desolada com bichos grotescos chama muito mais ação que indústria de cigarro nos anos 50 ou… whatever the hell é a história de BB, hehehe.

  3. Jefferson Rodrigues disse:

    Era claro, pelo menos pra mim, que chegaria um momento nessa curta temporada que seria usada para “Encher linguiça”, até para entender um pouco da historia que aconteçe além da matança excessiva de zumbis e de tripas voadoras, como eu já disse, isso seria inevitavel, mas pô já deu, o fim desse ep. nos deixou com uma puta ansiedade de o que será que aconteceu ou acontecerá, o que é bom. Parabens pelo otimo post marcelo, concordo com a maioria das coisas que voce disse ae em cima.

  4. Clausemberg disse:

    Sei não, mas por mais durão que seja Merlle Dixon, a pessoa que amputa a própria mão com uma serrinha teria uma hemorragiazinha besta… Ele ainda teve de sair do prédio e enfrentar os zumbis.

    Foda mesmo será se ele conseguir pegar a bolsa com as armas…

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