Review: The Walking Dead 1.02 – “Guts”

O segundo episódio é sempre a prova de fogo de qualquer série que começou boa. Afinal, é hora de mostrar se existe algo além de um início acima da média. E para a felicidade geral, The Walking Dead fez muito além disso: além de provar que é de fato a melhor estreia de 2010, ainda mostrou que é uma das melhores produções de zumbis já feita em muito, mas muito tempo.

Tudo isso, da maneira mais nojenta, repugnante… e espetacular possível.

O piloto mostrou que apesar de ter zumbis, a série se focaria mais nos personagens, seus dramas e peculiaridades. Isso até vir esse segundo episódio, que foi completamente o contrário: tudo girou em torno de fugir dos mortos-vivos, o que rendeu cenas que me lembraram inevitavelmente de tudo o que há de melhor na franquia Resident Evil (os games, claro). A fuga de Rick do tanque, em que ele sai no meio da rua atirando freneticamente em tudo que vê pela frente, é um daqueles momentos sensacionais que costumam rolar nos jogos da série.

Álias, se no episódio passado tivemos muito drama e poucas – mas ótimas – cenas de ação, esse compensou quem sentiu falta de mais correria, não? O episódio não deu um minuto pra respirar, foi ação e desespero por 44 minutos ininterruptos! Ok, pra não dizer que foi sem parar, teve a ceninha boring lá na colônia de sobreviventes. Que álias, foi a responsável por confirmar que The Walking Dead é uma série de TV paga americana, com uma habitual cena de sexo desnecessária que tem em toda série do tipo e logo no começo do episódio. Não, nada contra cenas de sexo, hehe, mas fala a verdade: aquilo ali precisava ser colocado num episódio como esse?

Continuando o cliffhanger da semana passada, Rick conseguiu sair do tanque (incrível como pareceu simples, eu não via nem vestígio de saída daquela situação), graças a um grupo de sobreviventes da colônia que foi até a cidade buscar suprimentos. Adorei todos os novos personagens, principalmente Glenn, é claro. O clássico japinha carismático que tem em toda série, hehe. Ele vomitando foi um show a parte.

Tal como no piloto, a série continua investindo em bons clichês, usando-os com inteligência, de modo que não tem como reclamar. Aqui, além do japa engraçadinho, teve o cara bad-ass odiado por todos mas que foi acolhido pelo grupo mesmo assim. Curti como a coisa terminou, bem agoniante, com ele gritando desesperado, preso e os zumbis vindo. Não precisava do slow-motion  do cara perdendo a chave, que pareceu quase engraçado, mas eu adoraria ver esse cara voltando como zumbi.

Mas uma daquelas sequências inesquecíveis, dessas que serão lembradas por vários anos foi o ambicioso plano de Rick. Sabendo que os zumbis reconhecem humanos pelo cheiro e precisando arrumar alguma forma de fugir, ele tem uma ideia mórbida: pega um zumbi morto e, abrindo-o na base da machadada (e mostrava isso!), esfrega seus restos em todo o seu corpo. Glenn (o japa) foi seu parceiro nesse plano. A cena deles no meio da rua repleta de zumbis – com coisas como um intestino no pescoço de Glenn – terminando numa inacreditável fuga de prender a respiração de ansiedade foi espetacular.

Agora podemos ter certeza: The Walking Dead é a melhor estreia desse fall season. E depois desse episódio, mostrou que é uma das melhores produções de zumbis feitas em muitos anos. Episódio impecável, com tudo o que uma história como essa tem a oferecer de melhor. Espero que continuem assim e deem cada vez menos espaço para traição novelesca da mulher de Rick com o amigo dele… ninguém merece ver isso numa série de zumbis.

Nota: 9,5

P.S.: A atuação do amigo de Rick é ruim de uma forma que beira ao cômico. Prestem atenção quando ele vai falar com a garota sobre a turma que foi para a cidade. Os olhos bizarramente arregalados e a cara de maníaco, feita sem precisar, são um espetáculo.

P.S.²: Ver um zumbi levando uma machadada na cabeça faz o dia valer. Como eu adoro essa série.

3 Responses to Review: The Walking Dead 1.02 – “Guts”

  1. Jefferson Rodrigues disse:

    Curti, mas pra mim tem que ter cenas de sexo sim, afinal, sou um pervetido hehe, mas tirando as brincadeiras, otimo post marcelo achei que você fez uma sintese muito boa e principalmente bem detalhada
    nas melhores cenas, como você disse, o episodio não nos deixou respirar, foi ação do começo até o fim nos 44 minutos de episodio. Parabens pelo trabalho

  2. eduardo disse:

    não tenho doq reclamar do episódio, mas fica minha pergunta:

    q rumo vão dar ao trio amoroso (marido traído + esposa sem sal + amigo sacana) ?

    espero q a série não gire em torno disso nos próximos episódios e defina logo esta questão.

    de resto, deixa rolar.

  3. nerdloser disse:

    sensacional, falae. a única coisa que me irritou foi o negócio da chave. tipo: sério? really? que cafona. meu, eles tão num prédio. deixa a chave cair lá de cima.

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