Review – In Treatment – 3ª Temporada – Week One (3×01-3×04)

A minha série preferida de todos os tempos está de volta e é impossível esconder a emoção de ter o Dr. Paul Weston de volta às nossas vidas. Estamos na terceira temporada de In Treatment e a série continua mantendo um nível de qualidade invejável, os roteiros (agora originais) começaram muito bem e, como sempre, já temos muito o que comentar, ainda mais em relação a essa temporada que já começou deixando todo e qualquer fã do Dr. Paul Weston com um aperto no coração.

3×01 – Sunil – Week One

Sério, não tem como não se arrepiar com aquele recap das duas primeiras temporadas de In Treatment. Aquilo é uma coisa absurda de genial e que já deixa a vontade de largar a vida e rever todas as sessões de terapia do Dr. Paul Weston. No entanto, estamos em uma nova fase, novos personagens, novos pacientes e o nosso bom e velho Paul já nos deixa preocupados bem no começo desse episódio. A tremedeira dele depois da discussão que tem pelo telefone com a Kate deixa ecoando na nossa cabeça a palavra “Parkinson” e a morte do pai do Paul por causa da doença agrava ainda mais a situação. É, meu amigo, Paul Weston, estou preocupado com você!

O primeiro paciente da nova temporada é Sunil (interpretado pelo excelente Irrfan Khan) e a sessão dele já começa bem interessante. Ver Aaron e Julia, respectivamente filho e nora de Sunil, tentando explicar para Paul o que estava acontecendo com Sunil, enquanto ele se queda inerte sem falar nada, foi uma situação desconfortável, mas que já serviu para evidenciar muitas coisas que mais tarde o próprio Sunil veio a comentar. Perder a esposa, com a qual tinha sido casado por 30 anos, foi uma coisa que o deixou num estado de tristeza absurda, e mesmo seis meses depois disso, o luto e a tristeza na vida de Sunil continuam.

O silêncio de Sunil só se quebra quando Paul pede para Aaron e Julia se retirarem da sala, com isso conhecemos um homem que já mostra ter uma história de vida bem incrível. O que chama logo a atenção é a frustração que ele tem com o filho, acho que a “americanização” de Aaron (que na verdade mudou o nome original que era “Arun”) é algo que ainda mexe bastante com Sunil. Além disso, fica logo claro que a relação de Sunil com Julia não é das melhores e com a morte da esposa dele, as coisas parecem ter se complicado ainda mais, a ponto de os dois não se falarem mais, mesmo morando agora debaixo do mesmo teto.

Gostei muito da forma que Paul conduziu a sessão, os dois estavam bem a vontade, apesar de ter sido a primeira sessão de Sunil, acredito que muito em breve devemos ter uma proximidade maior entre paciente e terapeuta, que significa logo teremos sessões profundas e de fazer todo mundo ficar naquele estado pós-In Treatment. A situação de Sunil com certeza é reflexo não só da morte da esposa, mas também de muitas coisas que devem ter ocorrido em sua família, em especial, relacionadas a Aaron e, sua esposa, Julia.

3×02 – Frances – Week One

Algo na Frances me agradou logo de cara, não sei ainda o que, mas ela é uma personagem que me deixou bastante intrigado. A primeira coisa bacana é a profissão dela, acho que a vida dela como atriz vai ter muita coisa pra ser analisada, entre elas, já fica bem evidente nessa primeira sessão o ego gigantesco da personagem, os sérios problemas com que ela tem com a filha e com o ex-marido e a solidão em que vive Frances.

No entanto, o mais interessante na storyline dela é o fato de Patricia, irmã de Frances, ter sido, há muito anos, paciente do Paul. Sempre curto ver os pacientes resgatando alguma coisa do passado do Paul e a terapia com a irmã da Frances vai ser a oportunidade perfeita pra que isso aconteça, como já acontece nesse episódio quando Frances tenta se proteger das perguntas do Paul trazendo alguma coisa do passado dele, coisas que ela ouvira da irmã.

Se a história dela já parecia ser ótima, tudo fica ainda mais complexo e incrível de se assistir, quando nos deparamos com Frances desabafando e contando a Paul que Patricia está morrendo. Frances revela que a irmã está em estado terminal depois de não conseguir se recuperar de um câncer de mama, doença essa que matou a mãe das duas e agora estava fazendo mais uma vitima na família.

A história de Frances começa a se cruzar com a Paul, ambos enfrentam histórico de graves doenças hereditárias rodando por suas famílias, então não duvido de mais tarde Paul acabar reconhecendo algo dele na Frances. Estou extremamente curioso por mais histórias da Frances e acho que com o avançar das sessões ela vai acabar surpreendendo muita gente.

3×03 – Jesse – Week One

Sou apaixonado pela Sophie, as sessões da April até hoje me arrepiam e acredito realmente que nesse terceiro ano a minha aposta para o personagem mais genial da temporada vai ser no Jesse. In Treatment sempre soube abordar como ninguém os conflitos dos adolescentes/jovens e uma cara bomba-relógio como Jesse faz o perfil perfeito de que vai  ter as sessões mais surpreendentes e arrepiantes da temporada.

Jesse tem 16 anos, é gay, adotado, viciado em aparelhos tecnológicos, apaixonado por fotografia e possui uma sexualidade a flor da pele típica de jovens em sua faixa etária. O que acontece nas sessões do Jesse é que, diferente de Frances e Sunil, ele não é um paciente novo para Paul, Jesse está em terapia tem um certo tempo e já percebemos uma terapia mais avançada nas sessões dele.

Jesse se mostra um jovem bastante problemático, cheio de conflitos e sem um rumo certo na vida. Paul, como sempre, tenta lidar com todos esses conflitos pra tentar entender melhor os comportamentos de Jesse, assim ele acaba tocando, nesse primeiro episódio, em um ponto muito sensível na vida de Jesse: os pais biológicos dele.

A cena em que Jesse mostra a mensagem que a mãe biológica dele deixou na caixa postal do celular é, provavelmente, uma das melhores dessa week one de In Treatment. Toda a forma desrespeitosa de Jesse durante a sessão acaba se justificando na necessidade que ele tinha de falar com alguém sobre o contato que a mãe biológica dele (que ele desconhece, mas que tanto odeia) tentou fazer nos últimos dias e se já estava na cara que Jesse era uma bomba-relógio, isso era o que faltava pra ele explodir.

Eu realmente quero entender o porquê de Jesse ver o pai biológico dele de uma forma tão idealizada e perfeita, enquanto a mãe é sempre tida como uma crack whore. Ah e tenho que comentar que curti muito a relação que existe entre Paul e Jesse, aquela despedida com o fist bump é algo que de alguma forma me fez lembrar, com muita saudade, do jeito da Sophie.

3×04 – Adele – Week One

E com uma mistura de alegria e tristeza chegamos a tão esperada sessão de terapia do Paul. Alegria porque temos uma aquisição sensacional ao elenco que é a ótima Amy Ryan no papel de Adele, é uma felicidade ver a Amy num papel com uma carga dramática tão grande quanto o que esse promete ser em In Treatment. No entanto, é muito estranho não ter mais as sessões com a Gina, dá um medo absurdo ter que imaginar um recomeço nas terapias do Paul e é desesperador ver que não teremos mais aquelas cenas com o brilhantismo nas atuações do Gabriel Byrne e da Dianne Wiest.

O que acontece é que a Adele já me surpreendeu nesses poucos minutos que ela passou com Paul, a nova análise que ela faz da vida do Paul, os novos pontos de vista que ela tem e as críticas/comentários que ela faz sobre a terapia da Gina foram coisas que evidenciam a qualidade dos roteiros desse início de temporada de In Treatment.

Paul marcou a consulta com Adele unicamente para conseguir a receita para que ele pudesse comprar algum remédio que o ajudasse a dormir, já que ele passa por uma fase de uma insônia complicada que acabam sendo um reflexo da complicada situação que ele está passando na vida.

Se Paul queria apenas uma receita de remédio, ele sai da sessão não só com isso, mas também com uma série de dúvidas que foram levantadas pela terapeuta. Adele se mostra uma profissional bem competente ao conseguir fazer Paul falar sobre assuntos que ele ainda não tinha comentado com ninguém, entre eles, a preocupação com a possibilidade dele ser diagnosticado com mal de Parkinson.

Uma coisa que eu adorei na Adele foi o touché que ela deu nas interpretações do Paul sobre os sonhos que ele vinha constantemente tendo. Sério, ver ela desconstruindo toda a interpretação do Paul sem nem ao menos saber do que se tratava o sonho foi um GOLPE DE MESTRE. Então Adele, você tem meu respeito!

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Agora nos resta saber o que vai acontecer com Paul Weston e seus pacientes na próxima semana, mas uma coisa é certa, a série voltou com aquela qualidade incrível que ela sempre teve, então podemos esperar uma temporada de muito drama e atuações geniais pela frente, porque isso é In Treatment e é por isso que amamos tanto essa série.

P.S: O chatinho do Max voltou e agora é interpretado por outro ator, seria isso uma espécie de  Doctor Who Feelings?

Sobre Aécio Rocha
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One Response to Review – In Treatment – 3ª Temporada – Week One (3×01-3×04)

  1. @ZePicelli disse:

    Curioso para ver Amy fazendo um personagem tão distinto de Holly.

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