Review: True Blood 3.02 – “Beautifully Broken” e 03 – “It Hurts Me Too”

É absolutamente incrível. Pouco a pouco, True Blood vai seguindo uma emocionante jornada… rumo ao nada.

Sério, o que está acontecendo com a série? Que chatice inacreditável foram esses dois episódios! Um emaranhado de cenas que foram a mais pura enrolação – a trama com Sam chega a ser revoltante, parece que toda vez que ele aparece é exatamente igual – aparentemente, não há de fato uma história, nada além da procura obsessiva de Sookie por Bill e o tráfico de V e, como se não bastasse, algumas cenas parecem surgir ali com o simples intuito de chocar e nada além disso.

Certo, os episódios iniciais da temporada passada também não chegavam a estabelecer uma trama, mas tudo que acontecia parecia levar para algum lugar (a chatice de Jessica, MaryAnn influenciando Tara, Jason se convertendo…), aqui não, essa história de lobisomem viciado em sangue de vampiro é rasa demais comparado ao que rolou nas temporadas anteriores. Simplesmente não vejo ela indo pra frente a não ser desse jeito absurdamente chato.

E já que citei Jessica, vamos por favor dar mais espaço para a personagem mais interessante da série? Ela se limitou a umas duas ou três cenas nos dois episódios juntos e sério, a história dela, toda atrapalhada escondendo um cadáver dentro de casa, pedindo ajuda a Pam (sempre sensacional) e tudo mais está bem mais legal que essa briguinha entre vampiro e lobisomem. Chega até a ser triste, porque agora ela é a personagem mais bacana e os que antes eram bacanas estão se tornando bananas [bateria do trocadilho tosco].

Olha Lafayette aí que não me deixa mentir. Cadê aquele cara cheio de frases de efeito, afetadíssimo mas ao mesmo tempo muito macho pra defender todos que ama? Essa preocupação com Tara deixou ele um pé no saco, nem as conversas dele com Eric empolgam mais. E Tara então, nem vou parar pra comentar… Até ela, minha amada Sookie (que muita gente odeia, eu sei), está toda obcecada pra encontrar Bill, mas ao mesmo tempo parece não estar fazendo nada realmente relevante na série, a não ser quando para pra conversar com Eric, o que sempre rende frases maravilhosamente cafonas (a maioria vinda do vampiro), como:

Esse tipo de sentimento me faz sentir estranhamente… humano.

Ah claro, ela imitando Bill deve ser um dos melhores momentos da temporada até agora. A personagem pode estar meio chatinha, mas Anna Paquin é sempre ótima.

Mas nem tudo foi ruim. Quando True Blood resolve voltar ao passado dos seus personagens, sempre somos presenteados com ótimos momentos. E claro que não me refiro a Eric e Godric de nazis – o que por si só já é bem cool – mas sim ao flashback de Bill no 3ºepisódio. Nas duas primeiras temporadas, sempre que o vampiro lembrava do seu passado tínhamos alguns dos melhores momentos da série e um show de atuação de Stephen Moyer, o que, vamos concordar, não é tão comum.

O mais legal é que acho que ninguém para pra lembrar como Bill é velho, portanto, é provável que a gente saiba menos da metade da história dele. E dessa vez, vimos sua odiável criadora Lorena adorando vê-lo sofrer por ter que abandonar sua família e sua humanidade. Pena que todos esses ótimos flashbacks culminaram numa cena que me fez duvidar da qualidade de True Blood mais uma vez (a segunda só nessa temporada): certo, já vimos vampiro virando carvão, mulher-demônio com mãos de monstro sendo atravessada por chifres, outra mulher com o coração arrancado… mas todas essas cenas, repulsivas e chocantes, tinham alguma função, algum sentido para a história…

Então, eis que Bill, completamente irado, joga Lorena na cama dizendo que não quer fazer sexo com ela, arranca sua roupa, ainda se negando, começa uma transa furiosa e, quando tudo continua na sua normalidade – para os padrões HBO, claro – o vampiro simplesmente pega a cabeça da sua criadora e a torce seu pescoço num perfeito giro 360º, continuando o sexo selvagem daquele jeito, ela com a cabeça ao contrário e dando um sorriso demente.

Sério… menos né Alan Ball? Só porque a gente releva várias bizarrices e continua achando a série fantástica, não quer dizer que você pode botar qualquer coisa e todo mundo vai levar na boa porque “a série é assim mesmo”. Mostrar Lorena no maior Mulher-Elástico feelings não tinha sentido nenhum e mostrar Bill fazendo aquilo com a cabeça dela, menos ainda. Desculpa aê, mas quando eu quiser assistir alguma coisa chocante de um jeito apelativo e sem relevância pra trama, boto O Albergue no meu DVD. Come on Alan Ball, você pode mais que isso…

Mas tudo bem. São apenas três episódios e, apesar de ser preocupante, ainda não é um fato que a série está em crise. Agora, vamos parar de cenas apelativas e enrolação desnecessária e ir direto ao assunto. Quero cliffhangers que me deixem desesperados e episódios que explodam minha cabeça. Bora lá True Blood, mostrar porque te considero uma das séries mais legais da atualidade!

P.S.: Ok, Jason Stackhouse e sua burrice fenomenal vale qualquer cabeça ao contrário. O dialogo entre ele e Sookie no 2ºepisódio (“Então o Pé Grande também existe? E o Papai Noel?) foi de chorar de rir.

P.S.²: Nem falei do lobisomem que entrou na série. Alcide é bonzinho e tudo, mas olha aí, barbona creepy, enorme e mal-encarado. ISSO passa por lobisomem.

Beautifully Broken: 7,5
It Hurts Me Too: 6,5

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