[Balanço] Até agora em Warehouse 13

Warehouse 13: como uma série tão mediana consegue ser tão divertida?!

Depois de horas tão sensacionais assistindo Doctor Who, resolvi dá chances a mais séries do universo da ficção científica, a primeira escolhida foi a modesta “Warehouse 13” do Scy-Fi Chanel, que está atualmente na sua recém-estreada segunda temporada. Em dois ou três dias devorei toda a primeira temporada da série e preciso fazer um balanço sobre o que assisti no primeiro ano de Warehouse 13.

Uma série com uma premissa interessante, na qual temos dois agentes do Serviço Secreto que são designados a trabalhar num armazém secreto, tendo que coletar artefatos e objetos que passam a gerar efeitos ou poderes àqueles que os utilizam. Uma mistura de série policial, com boas doses de ficção científica e um enredo que acerta muito nas cenas cômicas. Inicialmente, Warehouse 13 é uma série que começa errando com um piloto-duplo que poderia ter os 42 minutos convencionais e não ser tão chato cansativo para quem está assistindo. O que me motivou a continuar assistindo a série foi justamente o seu maior acerto, que é a dupla de protagonistas da série: Pete Lattimer e Myka Bering.

Pete e Myka são dois ótimos personagens, uma dupla que foge dos típicos moldes de duplas de série investigativas, já que a tensão sexual entre eles é quase zero, os dois são totalmente opostos e conseguem funcionar perfeitamente juntos, além do que nos garantem sempre boas risadas. Se temos esse grande acerto na série, ele quase não consegue compensar um grande erro, que são os personagens superiores/chefões/mentores, seja lá como você queira chama-los. Artie Nielsen que deveria ser o figurão por trás do impressionante armazém de artefatos bizarros e, claro, o mentor por trás de todas as missões da nossa dupla, na realidade acaba sendo um dos personagens mais patéticos que vi nos últimos tempos.

Sério, chega ser irritante a quantidade de vezes que o Artie mais atrapalhou do que ajudou nas missões! E por incrível que pareça Pete e Myka conseguiam desvendar os mistérios por trás dos artefatos muito mais rápido que o patético Artie (que já trabalha no depósito há mais de 40 anos!). Não sei se o problema está no personagem que parece nunca saber o que fazer ou no trabalho pouco convincente do Saul Rubinek. Como ainda preciso desabafar, tenho que comentar o quão estranha é a presença/existência da Mrs. Frederic que mais me assusta do que me empolga nas suas aparições (e não me interessa em nada na série), e também da tal da Leena…Zzzzz…oops, cochilei só de lembrar dela.

Apesar disso tudo a série é bem bacana, como já disse temos uma dupla que funciona perfeitamente e se o foco da série é nas investigações dos artefatos, esses momentos conseguem empolgar. É sempre legal ver qual diabos será o efeito que o artefato vai causar nas pessoas, qual vai ser o rumo da investigação e gargalhar com as tiradas cômicas do Pete. Ah tenho que comentar isso, Pete Lattimer tem tiradas sensacionais, de fazer a gente gargalhar por horas e querer utilizá-las em conversas com os amigos. Não são poucas as cenas de humor (e de tosquices) memoráveis que ele nos proporcionou e isso já é muita coisa.


Mas NADA na série, NADA consegue ser tão bacana quanto a Claudia!!! Uma garota extremamente inteligente, sarcástica, atrapalhada, divertida e que muitas vezes parece uma mistura de Chloe O’Brian (24 Horas), com um pouco de Chloe (Smallville) e com pitadas do sarcasmo da nossa amada Veronica Mars. A personagem é um MEGA diferencial pra Warehouse 13 e não é a toa que ela possui uma série de seguidores apaixonados, como este que vos escreve.

Pra concluir, tenho que comentar o grande mistério (seriously?) da temporada que é o drama do passado do Artie e do James MacPherson. E como de praxe, o Artie conseguiu ser tão babaca, patético e previsível, a minha maior vontade durante toda a primeira temporada era ver uma morte bem dolorida pro Artie e a season finale quase saciou esse meu desejo, infelizmente deve ficar só no quase mesmo! E putaquepariu o MacPherson é um personagem incrivelmente interessante, inteligente e muito mais a vontade na série que o Artie, eu teria vários sonhos realizados se o MacPherson passasse a trabalhar na equipe da Warehouse 13, já que ele sim conseguiria ser um verdadeiro mentor para Pete e Myka.

A primeira temporada se encerra de uma forma sólida, deixando um gancho bem interessante pra segunda temporada, mas claro, a revelação da Leena não choca ninguém, no entanto, já promete novos ares pra série. Estou curtindo acompanhar Warehouse 13, recomendo a série para aqueles que buscam uma série bem sem pretensão e divertida, para os que, assim como eu, querem acompanhar mais do universo scy-fi, esta é uma boa pedida e, claro, Pete, Myka e Claudia merecem ser conhecidos por mais pessoas.

P.S: Aos fãs da incrível Firefly do Joss Whedon, na recém-estreada segunda temporada de Warehouse 13, temos num mesmo episódio a aparição dos atores que interpretaram a Kaylee e o Dr. Simon. Um momento que DEVE ser conferido pelos saudosos fãs da série e que preciso confessar, essa notícia me motivou muito a correr para assistir lofo Warehouse 13.

Sobre Aécio Rocha
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