Review: Duas temporadas de Doctor Who e muitas, mais muitas surpresas

O midseason era o espaço que eu tinha dedicado na minha vida para conseguir acompanhar as séries que eu estava atrasado ou aquelas que eu sempre quis ver e nunca deu por causa das outras tantas que a fall season nos traz. Em meio a minha pasta de séries com episódios intensos de Damages,  as diversões e surpresas da terceira temporada de Chuck, a genialidade dos roteiros das temporadas de Breaking Bad, Mad Men, Nursie Jackie e Sons of Anarchy, eu resolvo fugir de todas essas séries que toda hora a minha timeline do Twitter me lembra de assistir para ver uma série que não estava na minha lista de urgência para ser conferida. Fugi de todas essas séries e fui ver a quase esquecida Doctor Who, e agora me pergunto, valeu a pena?!

Durante todos esses anos que eu vejo séries eu já me surpreendi algumas vezes com o que eu estava vendo , seja com aquelas séries que eu achava que pudessem ser incríveis e quando fui assistir não eram nada disso, ou naqueles casos que eu julgava algumas séries como sendo “qualquer coisa” e na realidade elas eram incríveis. Felizmente, pra mim, Doctor Who se encaixou no segundo tipo de surpresa, tanto que eu tinha a intenção apenas de ver a primeira temporada (claro, porque tinha a minha querida Billie Piper!) para ter uma opinião sobre a série, mas fiquei tão encantado com Doctor Who que em poucos dias já devorei quase quatro temporadas numa velocidade assustadora.

Como já dizia o Jeff Probst (apresentador do Survivor), “first things  first“, então vamos começar pelo começo de Doctor Who, lááá nos tempos do Doctor sendo intrepretado pelo Christopher Eccleston e a Rose Tyler como sua fiel companheira. Não tem como negar que a primeira coisa que me saltou os olhos em Doctor Who foi a possibilidade que a série tem de construir cenários para as aventuras do Doctor, já que a ideia de viajar no tempo e no espaço pode nos oferecer tantas, mais tantas histórias, o que já é um grande acerto para a série. No entanto, não foi apenas isso que me fez acreditar no potencial que Doctor Who possuía. Logo nos primeiros episódios já deu pra perceber que a série tinha algo maravilhoso, que era justamente os seus personagens e, em especial, a relação e a química perfeita entre o Doctor e sua companheira de viagens, Rose Tyler.

É incrível ver como em pouquíssimos episódios a série consegue desenvolver uma relação de amor/companheirismo entre os dois protagonistas e a forma como a relação dos dois ganha um espaço tão importante para aqueles que estão assistindo a série. Esse foi a primeira coisa que me prendeu de fato à série, sim eu adorava as aventuras a bordo da TARDIS, mas sem a química interessantemente divertida do Doctor e Rose a série não teria aquele algo a mais que me motivasse a assistí-la compulsivamente. Até meados da primeira temporada eu acreditava estar assistindo a uma série “boa e divertida”, já que eu estava adorando ver o Doctor viajando pelo tempo com a Rose, mas, até então a série se tratava de um conjunto de aventuras soltas, sem muita ligação entre elas, a não ser os personagens principais da série, mas eis que vejo a reta final da primeira temporada e minha cabeça explode milhões de vezes ao ver que AQUILO TUDO é perfeitamente encaixado, todas as histórias, todos os diálogos, todos os episódios…TUDO foi um caminho para a surpresa maravilhosa que Doctor Who nos apresenta no final da sua primeira temporada.

O primeiro passo pra segunda temporada foi algo que pra mim foi extremamente tenso, que foi ver o Doctor [spoiler]se regenerando[/spoiler] e assumindo uma nova fisionomia e, sério, eu fiquei tão assustado quanto a Rose ao me deparar com com aquele novo ator interpretando o Doctor. Eu não queria ver o Doctor mudando, não queria mesmo, achava o Christopher Eccleston incrível como Doctor, ele tinha uma química maravilhosa com a Billie Piper e me preocupei ao pensar na possibilidade da série perder alguma coisa com a troca no elenco, afinal estavamos saindo do melhor momento da série e toda a mudança poderia atrapalhar esse momento de glória. Então David Tennant tinha huuuugeee shoes to fill, afinal de contas ele teria que dar vidas a um personagem extremamente querido e se ele não desse conta do recado eu ia xingar muito no Twiter e avisá-lo que ninguém mexe com a família Doctor Who!!

O primeiro passo pra segunda temporada foi algo que pra mim foi extremamente tenso, que foi ver o Doctor [spoiler]se regenerando[/spoiler] e assumindo uma nova fisionomia e, sério, eu fiquei tão assustado quanto a Rose ao me deparar com aquele novo ator interpretando o Doctor. Eu não queria ver o Doctor mudando, não queria mesmo, achava o Christopher Eccleston incrível como Doctor, ele tinha uma química maravilhosa com a Billie Piper e me preocupei ao pensar na possibilidade da série perder alguma coisa com a troca no elenco, afinal estávamos saindo do melhor momento da série e toda a mudança poderia atrapalhar esse momento de glória. Então David Tennant tinha huuuugeee shoes to fill, afinal de contas ele teria que dar vidas a um personagem extremamente querido e se ele não desse conta do recado eu ia xingar muito no Twiter e avisá-lo que ninguém mexe com a família Doctor Who!!

O que acontece na segunda temporada é que a atuação do David Tennant como Doctor consegue superar em todos os sentidos a do Eccleston e em poucos episódios fica impossível pensar no Doctor com outra “cara” que não seja a do Tennant. Se Eccleston já fazia um grande trabalho, Tennant consegue interpretar ainda com uma naturalidade o Doctor e nos deixa ainda mais a vontade com este que é um dos personagens mais divertidos e interessantes que vi nos últimos tempos. Outra coisa é que o David Tennant e a Billie Piper são dois ótimos atotes, juntos eles formam uma dupla sensacional, com uma química absurda, é impossível não torcer por uma união do Doctor e da Rose e não se emocionar quando os dois se encontram e se abraçam depois de passar por inúmeras dificuldades pra salvar o universo a cada novo episódio.

Tanta coisa dita e ainda não falei das aventuras. Caramba, são tantas situações que o Doctor e sua companheira se meteram nessas duas temporadas que fica complicado falar sobre só uma delas. Não tem como esquecer a história da Cassandra (uma das personagens mais bizarras que já vi na vida!), as viagens ao passado como quando eles conheceram Charles Dickens e o episódio da Segunda Guerra Mundial, não dá pra esquecer também os nojentos Slitheen, os malditos Daleks, os ataques a Londres, os Cybermen, a Rainha Victoria, a Madame De Pompadour, os inúmeros planetas que conhecemos, entre outras tantas coisas. Juntando isso aos personagens que todo mundo adorou conhecer como a inesquecível Jackie Tyler, o Mickey, o sempre divertido Jack Harkness, a adorável Harriet Jones e tantos outros. Doctor Who sabe criar personagens bacanas, adoráveis e interessantes como poucas séries conseguem e isso é outro grande mérito da série.

O desenrolar do segundo ano da série mantém o ótimo nível da primeira temporada, conseguindo aprofundar as histórias dos Daleks, mostrando um pouco mais sobre o passado do Doctor e dos Time Lords. Os efeitos especiais da segunda temporada evoluem LINDAMENTE, acho que na primeira cena da premiere já dá pra ver que as coisas melhoraram bastante na produção de Doctor Who, o que só melhora e dá mais vontade de assistir a série, já que os efeitos especiais meia boca da primeira temporada às vezes me irritavam. O caminhar da história dessa temporada deixa os fãs extremamente orgulhosos, os roteiros são muito bem amarrados (mais uma vez) e toda a questão dos mundos paralelos, o confronto entre os Daleks e os Cybermen, o mundo correndo risco de desaparecer mais uma vez, são situações que mostram que Doctor Who consegue fazer season finales muito bem construídos e com o nível de tensão lá nas alturas.

A segunda temporada se encerra com uma das cenas mais tocante de toda a série (até então), que é a comovente despedida do Doctor e da Rose. Os dois depois de tantos problemas, tantas aventuras e de salvarem o universo tantas vezes, acabam em mundos paralelos, sem a possibilidade de se reencontrarem uma última vez para uma despedida digna, o que nos salva e nos dá o gostinho de “adeus” é a inteligência do Doctor que consegue projetar sua imagem no mundo-paralelo em que Rose está vivendo. A cena é de deixar qualquer marmanjo enxugando as lágrimas de tão bonita que é, e comparo toda a sequência de cenas que mostram a despedida de Rose da série, desde o momento em que ela “cai” no mundo paralelo até quando ela diz que ama o Doctor, com a cena de Lost em que a Juliet é arrastada para dentro do buraco da Estação Cisne e se despede do Swayer.

A despedida da Rose Tyler é um momento marcante da série e é muito difícil dar adeus a uma personagem tão incrível como ela depois de apenas duas temporadas. Eu recomendo Secret Diary of a Call Girl para aqueles que querem ver a Billie Piper interpretando uma personagem totalmente diferente da Rose, mas que já serve para os que sentem falta de ver um pouco mais dessa ótima atriz. Por fim, o saldo final dos dois primeiros anos da série é bastante positivo, fica muito claro ver que Doctor Who consegue se renovar e não tem medo de arriscar para melhorar a sua qualidade. Aos pouquinhos a gente vai se apegando a série e depois de alguns episódios é quase impossível conseguir largar Doctor Who, além do que o Doctor é um personagem tão divertido e curioso que consigo facilmente encaixá-lo numa lista dos meus personagens preferidos do mundo das séries.

A pergunta que fica para a terceira temporada é: O que vai ser do Doctor sem a sua amada Rose? Quem vai ser a nova companheira de viagem do nosso Time Lord? A qualidade da série vai se manter sem uma personagem tão importante como a Rose? Então…essas são perguntas para serem respondidas num outro post.

Calma, não chora Doctor, logo sai o outro post!!

Sobre Aécio Rocha
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6 Responses to Review: Duas temporadas de Doctor Who e muitas, mais muitas surpresas

  1. Bárbara disse:

    Onde Você assiste?
    Não encontro em lugar nenhum!

  2. bela disse:

    na terceira temporada o doctor tem como assistente Martha , e a uma viagem que uma bruxa fala para doctor vc pode cair a qual quer momento se eu falar a nome rose e ela disse e por ela que eu continuo lutando , é muito romantico

  3. bela disse:

    foi mal ele disse e por ela que eu continuo lutando

  4. Dreigon disse:

    Adoro doctor who mais em que canal da tv e em que horario passa,
    pois estava assistindo na net so que eles retirarao o link

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