REVIEW: Parenthood – Uma versão dos Walkers, mas sem o carisma e o vinho

Uma típica família americana, grande, unida, que fala rápido, cheia de problemas, que vive fofocando, promovendo jantares com a mesa cheia, repletos de falação, risadas e finais depressivos. Pode parecer Brothers & Sisters, mas trata-se de Parenthood. A diferença? Carisma, ou melhor, a falta de carisma.
A série, inspirada no filme O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra (Parenthood, 1989), mostra o drama da família Braverman, mas, infelizmente, a maior parte das tramas que a série oferece são tão interessantes quanto os dramas de Justin Walker, ou seja, zzz zzz zzz. Ou seja, não consigo me empolgar com o molecão Crosby aprendendo a ser pai de um garoto de cinco anos de idade, assim como tenho sono quando decidem dar destaque ao draminha “Realização Profissional Vs. Fracasso Materno” de Julia. Sem contar a matriarca e o patriarca da família que, devido a falta de carisma e química do casal, torna-se difícil se importar com os problemas financeiros e conjugais dos velhos Braverman.
O que salva a série? Os núcleos de Peter Krause (Six Feet Under) e Lauren Graham (Gilmore Girls). Adam acaba de descobrir que seu filho é autista e Sarah, mãe solteira, volta a morar na casa dos pais por ser incapaz de sustentar seus dois filhos adolescentes.
Ambos os dramas são bem desenvolvidos. Quando o pequeno Max é diagnosticado com síndrome de Asperger, vemos as dificuldades enfrentadas por Adam e sua esposa Kristina em aceitar a condição do filho e o constante aprendizado do casal (e da filha adolescente) em como viver com uma pessoa nessa condição.
Do outro lado da família temos Sarah se apavorando ao ver todos os seus erros do passado serem cometidos pela própria filha. Essa trama tem de tudo para ser mais um clichê da série, mas a história é salva pela ótima atuação da nossa eterna Lorelai e da surpreendente Mae Whitman na pele da jovem Amber. A química entre as duas é tão boa ao ponto de fazer esquecer a cumplicidade entre mãe e filha tão bem retratada pelas garotas Gilmore.
A história fica melhor ainda quando vemos os dramas de Sarah e Adam se cruzando, devido aos interesses amorosos das primas Haddie e Amber. Uma pena que a temporada está quase chegando ao fim quando tal conflito surge.
Parenthood está longe de ser uma Brothers & Sisters – para ficar mais claro, a série está quase no mesmo nível da desastrosa quarta temporada dos Walkers – ainda assim, o dia-a-dia dos Braverman merecem ser conferidos em respeito a Peter Krause e , como diz Jay Leno Ellen DeGeneres, the always energetic Lauren Graham.

4 Responses to REVIEW: Parenthood – Uma versão dos Walkers, mas sem o carisma e o vinho

  1. Desculpaí Picelli, mas tirar a trama do Crosby do review é complicado hein?
    Entendo a predileção quase cega pra Lauren Graham, mas ela irrita e o que vale é a filha dela, que é a pessoa mais interessante na relação das duas.
    Concordo que a mãe dos Braverman é sem sal e que Julia é chata, mas de resto preciso discordar.
    E se falta o carisma de B&S eu já não sei, por que pra mim B&S sempre foi previsível e meio chata, mas sei lá, não rola uma identificação da minha parte. Não que em Parenthood role essa identificação, mas parece um pouco menos forçado, sei lá, acho a série boa de uma maneira sem pretensões mesmo, e isso me agrada, acho que isso é mérito do elenco, que a meu ver é o que atrapalha um pouco B&S, acredito que rola uma vibe Regina Duarte e filiados em B&S que não rola em Parenthood, uma desprentensão, como já disse antes…
    Bem é isso.
    =*

  2. Aécio Rocha disse:

    Os blogs, as críticas, as pessoas e o twitter sempre me deixaram curioso pra conferir Parenthood justamente pela falta de consenso entre as opiniões de quem assiste a série. Eu confesso ser curioso pra ver qual é a da série, mas ainda falta alguma coisa pra me motivar a deixar de lado as milhões de séries que eu tenho pra ver e dar uma chance pra conhecer os Braverman. Mas honrarei a Lauren Graham, o Peter Krause e os dois filhos do Paul Weston de In Treatment que estão em Parenthood, e qualquer hora dessas eu pego pelo menos o piloto pra dar uma conferida.

    • Zé Picelli disse:

      Putz! O Pilot é chato que só ele! haha Como falei (para mim) a série só engrena lá pro nono episódio. Portanto, tem que ter persistência pra poder usufruir o que the always energetic Lauren Graham e Peter Krause tem a oferecer.

  3. João Carlos disse:

    Eu particularmente gostei bastante de Parenthood, e certamente (já que há comparações mesmo) é bem menos forçada que B&S, principalmente em sua 4ª fadigante temporada.

    Parenthood não tem pretensões, e não toca o drama de maneira sempre depressiva, e para mim, isso é mérito da série.

    Sobre os personagens, Krosby leva uma das melhores tramas da primeira temporada. Lógico que Lauren Graham e Peter Krause são ótimos em seus papeis na série, mas não são os únicos. Os patriarcas são meros coadjuvantes, esses sim merecem um tanto quanto desprezo (o marido da Julia tbm!)… mas o resto já me conquistou e já gamei em Parenthood!

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