Review: Lost 6.16 – “What They Died For”

Depois da pataquada (tosca, mas infelizmente necessária) da semana passada, finalmente chegamos ao penúltimo capítulo de Lost, com a jornada dos personagens que nós realmente nos importamos chegando ao fim. “What They Died For” cumpriu muito bem seu papel de nos preparar para um dos finais de série mais esperados da TV.

Tenso do começo ao fim, o episódio mostrou todos os arcos começando a se fechar, alguns personagens principais encontrando seu destino e, apesar de insistir em algumas besteirinhas, inevitáveis para a série a essa altura, já me deixou muito triste: Lost está chegando ao fim e eu ainda não consigo assimilar isso.

Gostei muito do episódio, mas antes de falar muito bem, preciso falar das coisas idiotas que insistem em fazer. Primeiro, estou bem empolgado com a realidade paralela, bem mais do que com a realidade da ilha, agora… só eu achei que esse negócio de fazer todo mundo se encontrar num show vai ficar parecendo final de novela, em que todo o elenco – mesmo os vilões – se encontra em algum lugar e aí cantam e sorriem como se não houvesse amanhã? Só vai faltar o Jack fazer um discurso sobre a importância do amor olhando pra câmera e a imagem congelando quando todo mundo bater palma pra ele. Anyway…

Na ilha a trama também está boa – só não empolga tanto quanto os flashsideways – e só tem uma coisinha realmente irritante: Jacob. Eu realmente queria ver a fogueira se apagando e ele sumindo pra sempre, só pra me certificar que esse babaca nunca mais ia aparecer. Ajuda o fato dos produtores terem feito eu perder todo o respeito pelo personagem em “Across the Sea”, mas chega a ser revoltante aquele olhar completamente entediado dele. Sei lá, talvez o ator esteja achando a série tosca, mas pelo menos podia se esforçar pra entregar um bom trabalho. Mas está meio “Ok, tem que proteger a ilha, whatever, tem uma luz, blá, blá, quando isso acaba mesmo?”… ânimo seu loiro chato, só falta um episódio.

Agora, quando Jack, Kate, Hurley e Sawyer encontraram Jacob e todos sentaram em volta de uma fogueira no meio da noite, eu não pude conter as gargalhadas. Parece brincadeira, mas eu juro pela minha coleção de DVDs que desde a 3ª temporada eu sempre imaginei que seria impossível responder tudo de uma forma criativa ou revolucionária, com isso, o último episódio teria uma longa cena em que alguém iria se sentar com todos os sobreviventes em volta de uma fogueira e começaria a revelar, um a um, os grandes mistérios da série. Ok, esse foi o penúltimo e Jacob não revelou tudo, mas a cena ficou tão tosca quanto eu sempre imaginei.

É claro que a conversinha em volta da fogueira rendeu respostas. No caso, descobrimos porque aquelas pessoas, tão peculiares e ligadas entre si, foram parar no mesmo voo, caindo na ilha. E a verdade é que eles foram escolhidos porque tinham tantos problemas e dramas pessoais e que não tinham mais nada a perder fora da ilha, eram pessoas vazias. Por isso, foram colocadas num avião com outras 300 pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com o assunto e jogadas na ilha. Mas ok, achei legal eles terem sido escolhidos porque tinham vidas vazias.

Como todo mundo já sabia, o novo Jacob é mesmo Jack, que bebeu a água da imortalidade e agora vai ficar por toda a eternidade protegendo a luz mágica da ilha. Continuo achando toda a ideia absurdamente estúpida, mas a cena do médico virando oficialmente o novo protetor da ilha foi simbólica e muito bonita. E Matthew Fox foi muito competente na cena, alias, apesar de odiar o personagem, devo admitir que o ator fez um trabalho excepcional nessa temporada.

Mas chega a ser incrível como os Flashsideways atingiram um ponto empolgante. Está uma corrida incrível para todos se encontrarem na realidade paralela, num clima de final mesmo. E essa sensação de que tudo está se fechando está mais evidente nos flashes do que na ilha, o que chega até a ser meio bizarro. Desmond, com seu sorrisinho tosco, pouco a pouco vai juntando todos os personagens. E foram excelentes surpresas as aparições de Ana Lucia (mais mothafucka do que nunca) e, veja só, Rousseau! E de banho tomado! Adorei rever a personagem, sempre fui fã dela.

Falei, falei e não cheguei no ponto principal do episódio. Depois de começar a suspeitar que simplesmente haviam esquecido dos personagens, finalmente trouxeram Ben, Richard e Miles de volta. O fato de Miles ainda estar vivo no penúltimo episódio, sendo que não fez absolutamente nada a temporada inteira é um mistério – porque, como vimos, quem ficou moscando na ilha foi pro saco né – e Richard… bem, o que aconteceu com Richard foi meio bizarro, mas se ele realmente morreu… whatever, não tem mais nada pra revelar mesmo. E aí chegamos a Ben.

Provavelmente o melhor e mais bem escrito personagem de Lost, ele estava sumido desde o episódio 10, o que estava me deixando bem preocupado, mas agora que lembraram dele, foi um retorno triunfal, com Ben voltando a ser aquele personagem que nos deixa maluco por sempre parecer estar pensando a frente de todo mundo, com atitudes drásticas e tudo mais. Por isso, mais um arco da série já se fechou, a “guerra” entre Ben e Widmore. E no fim, foi o magnata que levou três tiros do inimigo, que foi o que salvou a cena inteira, que estava absurda de tão ridícula (“Vem cá Widmore, conta aqui no ouvidinho da fumacinha qual é o seu plano”, minha nossa né). Ah, Tina Fake também foi pro saco e isso foi legal, hehe.

O grande cliffhanger e o que provavelmente vai mover o episódio final da série é o último e desesperado plano de Evil Locke: depois de matar Jacob e tentar matar os candidatos, ele resolveu que vai destruir a ilha. E com a ajuda de Desmond (hã?). Isso faz surgir a teoria: será que o final da série será o começo dessa temporada (lembra com a ilha no fundo do mar e etc.)? Adoro como ainda dá pra especular mesmo a essa altura do campeonato.

E esse foi o último e empolgante filler de Lost. “What They Died For” foi a preparação perfeita para o grande final, que, independente de luzes mágicas, candidatos e protetores-fantasma com cara de tédio, será um dos grandes momentos da TV americana. E considerando que Lindelof e Cuse sabem fazer finais como ninguém… eu não poderia estar mais ansioso.

Nota: 8

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: