Review: Lost 6.15 – “Across the Sea”

O atraso é meio injustificável, mas de qualquer maneira, é só ler o comecinho do post abaixo pra saber porque esse review demorou tanto. Enfim…

Por anos acompanhei Lost me empolgando com as perguntas da série, tão misteriosas e intrigantes que não tinha como não ficar maluco para querer descobrir tudo. Depois desse episódio, toda a visão que eu tinha sobre a série mudou completamente. Infelizmente, ele também mudou minha visão sobre aquele velha história de que a curiosidade matou o gato. Realmente, matou… de decepção.

Vou tentar não enrolar muito com esse review, pois além de atrasado, foi um texto que eu só fiz para honrar minha promessa de comentar todos os episódios da série até o final, porque é sério… quem me conhece sabe como sou fã de Lost e aguentar tudo o que foi falado foi bem difícil. Então vamos direto as várias respostas que foram dadas para falar do que eu gostei no episódio (o que justifica porque o texto não vai ser enrolado).

Muita gente sempre acreditou que haveria uma única resposta para todos os grandes mistérios da série (eu nunca fui desse time) e por isso, quando foi revelado o que era a ilha, muita gente se decepcionou pensando que ia ficar só por isso. O que era a gente já descobriu, mas era preciso explicar porque ela era estranha daquele jeito, qual era sua natureza, como ela se move através do tempo e porque é tão importante protegê-la. E no fim das contas, tem uma única resposta para tudo isso: Que rufem os tambores… tcharam, a luz!

Sim, em um lugar da ilha existe uma linda caverna com uma cachoeirinha pimposa e uma luz dourada e brilhante. Essa luz está dentro de cada um de nós, mas os homens são gananciosos e querem sempre mais dela. Por isso, ela precisa ser protegida, pois se a luz acaba na ilha… acaba em todo lugar (Tá explicado o apagão que rolou no Brasil ano passado). Isso explica porque Rose se curou do câncer, Locke voltou a andar, Jin deixou de ser estéril e como a ilha se move no tempo. Ah, a origem da roda congelada também foi respondida: foi construída pelo MIB e seu povo, como uma maneira de sair da ilha. Sim, eletromagnetismo e teorias científicas de viagens no tempo my ass, o negócio aqui é a linda magia da luz amarela.

Entenda, eu não teria problema nenhum em aceitar isso se a série inteira já tivesse esse tom mais fantástico. Se isso aparecesse em True Blood por exemplo, seria algo completamente compreensível, visto que a série sempre tratou de fantasia. Agora, dizer que uma luz brilhante é a resposta para as grandes questões de uma série que sempre foi calcada em explicações e teorias cientificas… tem que ter um amor grande por Lost pra aceitar isso.E aí tem as respostas sobre Jacob e o MIB (que aqui eu chamo de MIB, já que Locke nem deu as caras). Eles são importantes porque um deles teria que proteger a luz mágica quando a mãe maluca deles morresse. Eles surgiram de uma mulher chamada Claudia, que teve os dois na ilha – é, eles são irmãos gêmeos, duh – um não pode matar o outro… hã… porque a mãe deles mandou. Sério.

Por fim, o MIB virou fumaça porque um dia ele matou a mãe maluca, Jacob ficou puto com isso porque agora ia ter que morar sozinho (ele foi o primeiro loser da história), jogou o irmão na caverna da luz mágica, ele some lá dentro e o que sai, segundos depois disso, é a gigantesca coluna de fumaça. Não entendeu? Pois é, nem eu. Ah, o nome dele. Ele não tem, porque a mãe só tinha pensado em um… quem mandou sair atrasado. Finalmente, um dos maiores mistérios da série (mas que ninguém nem lembrava), o da identidade dos esqueletos da caverna, também teve sua resposta: é o corpo da mãe maluca de Jacob e do seu irmão, o MIB. Sinceramente, a principio eu achei a resposta uma ótima sacada, a única realmente boa do episódio, mas aí a gente lembra que aparentemente os corpos estavam lá há uns 45, 50 anos e a história se passa há milhares de anos? Pois é, nada salva…

Enfim, as respostas foram uma merda, melhor falar do episódio em si. O maior erro foi demorar tanto pra introduzir esses dois personagens. Porque se esquecer isso, além do ponto que a série está e ver o episódio como algo avulso, dá até pra curtir. Cafonices a parte, foi bem-feito e eu fiquei envolvido o episódio inteiro (quando perdi a empolgação, já estava acabando, hehe).

No entanto, Jacob e MIB acabaram de aparecer, assim como a mãe deles que apareceu pela primeira vez nesse episódio. Portanto, como se dão ao luxo de fazer um episódio inteirinho só com eles, sem Jack, Locke e cia.? Eu não dou a mínima para o que acontece ou vai acontecer com esses três! Se tivessem feito o episódio por meio de flashbacks do MIB, talvez não fosse ruim como foi. A verdade é que dava pra fazer esse episódio muito melhor do que acabou sendo. Uma pena.

“Across the Sea” já começou algo que os produtores estavam dizendo que ia acontecer no final: alguns vão gostar, muitos vão odiar, todos vão discutir. Aqui já foi exatamente assim. Teve muita, muita, mas muita gente que não gostou das respostas dadas (eu incluso), por não lembrarem em nada o foco que Lost sempre teve e colocar tudo em cima de dois seres que acabaram de surgir na série.

Mas várias pessoas gostaram, pois mais uma vez a série se reinventou e, nos 45 do segundo tempo, mudou tudo que pensávamos sobre ela. Isso é algo positivo pra muita gente, apesar de não ser pra mim. Mas agora não adianta chorar. As maiores perguntas da série estão respondidas, goste ou não e estamos a dois episódios do grande final. A discussão só está começando…

Nota: 5

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Em outras eras, eu faria a piadinha “Se Jacob quiser…” mas como esse episódio mostrou que o Jacob é um babaca, então se Deus quiser o review de “What They Died For” ainda sai antes do final no domingo, ok? Assim como um post especial sobre o fim da série. Aguardem!

One Response to Review: Lost 6.15 – “Across the Sea”

  1. Rafael Kenjin disse:

    Concordo em número, gênero e grau! Fique mega decepcionado. Mas já que é o penúltimo, vamos ver no que vai dar…rs

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