Uma nova vida para Tara

Que eu sou um puta fã de Tara não é algo difícil de se imaginar (afinal, Toni Collette), mas ser fã de United States of Tara já é outra história. A série pode me cativar mas o desenvolvimento da trama em sí não é lá aquelas coisas. Bem, na verdade não ERA…

Estou longe do fanatismo que alguns amigos (alô @kokol e Gota!) cultivam pela série. Ela é legal, os personagens são interessantes, o texto é bacaninha mas só isso. A primeira temporada, para mim, foi absurdamente arrastada e poderia ter sido condensada em apenas um filme ligeiramente extendido. Assistia aos episódios e não conseguia pensar em outra coisa a não ser “lá vai Tara DE NOVO se transformando em Buck/T/Alice e envergonhando a família”. Okay, a série não era só ela, mas nunca me importei com os outros Gregsons – talvez apenas Marshall cujos confitos foram tratados de forma orgânica e não apelativa; já a rebeldia de Kate foi tudo aquilo que já estamos cansados de ver nas produções superficiais adolescentes.

Porém, foi a partir do final da primeira temporada que o jogo começou a mudar. Se antes, cada episódio meio que ficava marcado pela pergunta “Dessa vez, em quem Tara irá se transformar?”, agora, os conflitos internos da protanogista ganharam uma proporção maior. Depois de três meses sem nenhuma transformação de personalidade, Tara encontra-se mais uma vez presa em seus conflitos internos, o que acaba refletindo na volta de Buck. Tudo poderia soar repetitivo se comparado com a primeira temporadase não fosse pelo fato de Tara decidir confrontar seu alter ego sozinha, sem compartilhar com a família. E tal decisão, por sua vez, acaba tomando proporções bem maiores que as esperadas, já que Max, ao descobrir o segredo da esposa, se sente completamente traído, não por ela ter mantido uma relação com outra mulher na pele de Buck, mas por ter mantido essa recaída em segredo, justamente agora que ele (Max) está extremamente feliz com a suposta “cura” de Tara.

Os outros personagens continuam desinteressantes – Kate cobradora de dívidas? Marshall se importando com o grupinhos de gays revoltados? Neil (aquele amigo X de Max) de coração partido com o noivado de Charmaine? – mas o fato é que esses três primeiros episódios dessa segunda temporada se mostraram mais interessantes que a primeira temporada inteira, mas uma pena que são apenas esses três episódios, já que o @aeciorocha comentou comigo que o resto está tão boring quanto horário político do partido verde.

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