Review: Lost 6.11 – “Happily Ever After”

Primeiro, mil desculpas pelo atraso inaceitável desse review. Até pensei em fazer num post rápido com comentários básicos, mas ia ser indigno com o episódio. Dito isso…

Obrigado Desmond, por trazer de volta a Lost tudo que eu sempre gostei e ser o protagonista do episódio mais fantástico dessa temporada.

Nosso querido brotha foi talvez o personagem mais privilegiado da série. Apesar de nunca ter tido tanto espaço quanto Jack ou Locke, sempre se mostrou peça vital das tramas principais de cada temporada, tem um carisma inegável, faz com Penny o melhor casal da série e como se não bastasse, dos 6 episódios centrados nele, um é season finale (“Live Together, Die Alone”, que dispensa comentários) e três tem uma narrativa completamente diferente de tudo que estamos acostumados a ver na TV. “Happily Ever After”, para nossa alegria, está incluído nesse grupo.

Eu estava muito ansioso por esse episódio. Já estava cansado do lado mágico, mãe da fumaça, escuridão no coração, prisão do mau e tudo mais. Desmond era a garantia do episódio ter tudo que Lost tem de melhor. Seguindo a estrutura de “Flashes Before My Eyes” e “Ab Aeterno”, “Happily Ever After” foi quase inteiro passado na realidade alternativa, para trazer respostas sobre os flashsideways, que até agora tinham se mostrado um tanto inúteis, tenho que admitir. E, graças ao protagonista do episódio e Daniel Faraday, chegamos a uma conclusão sobre a realidade paralela.

É difiícil de fazer qualquer explicação sobre as respostas dadas, por isso, prefiro fazer a comparação que me fez entender o que afinal está acontecendo (agradeço ao Michel Arouca, que foi quem fez a comparação no Twitter, hehe): ao explodir a bomba H, Faraday acabou criando a realidade paralela, que seria a “matrix” de Lost. Ou seja, todos os personagens estão numa vida “falsa” que não deveriam estar vivendo, mas nenhum deles sabe disso, com algumas exceções.

Quando quase morreu no avião, Charlie viu uma linda mulher loira – Claire né? – junto com ele e ficou apaixonado. Já com Faraday e Desmond, acho que a coisa foi diferente. Os dois aparentemente são sensíveis a esse tipo de coisa envolvendo tempo-espaço, portanto, foi um sentimento forte – amor em Faraday, adrenalina em Desmond – que fizeram eles perceberem que talvez não estejam vivendo a vida que devem. Isso pra mim confirma a teoria sobre Juliet no leito de morte no 1ºepisódio da temporada. Prestes a morrer, ela estava vendo a outra realidade, por isso falou coisas tão desconexas.

Mas enfim, achei toda essa ideia muito interessante. Alias, muito mais interessante que a “rolha do mau”. Claro, meio bizarro pensar em como Desmond vai “despertar” os outros personagens, mas o fato dele viajar entre as realidades, saber de tudo que está rolando e ser o grande responsável por arrumar essa confusão toda é ótimo. E não canso dizer: ele e Penny formam meu casal favorito da TV na atualidade. Sempre adoro ver os dois juntos e nesse episódio teve um clima todo especial, com os dois se conhecendo de um jeito diferente. É um romance sincero, bonito de se ver.

Antes de finalizar, devo ressaltar a excelente atuação de Henry Ian Cusick, principalmente na cena em que ele descobre que voltou pra ilha. Senti a raiva explodindo de Desmond daqui e a cara que ele faz dá até medo. E não posso esquecer de comentar a PÉSSIMA atuação de Dominic Monaghan. Ok, ele nunca foi o melhor ator do elenco, mas meu Deus, pelo menos fazia um trabalho decente. O cara esteve patético o episódio inteiro, Charlie teria vergonha.

No fim, tudo que aconteceu com Desmond nesse episódio, queira ou não nós já vimos antes,  mas agora temos novos contornos pra tudo isso. Tal como na 3ªtemporada, sua vida passou diante dos seus olhos. Mas se naquela época foi uma espécie de replay – foi isso, certo? – aqui foi um flash de sua “verdadeira” vida. Se na 4ªtemporada ele era a constante de Faraday, agora ele é a constante de todos os personagens, pois vai ser o elo de ligação entre as duas realidades para todo mundo. Por fim, uma coisa que minha amiga falou e eu nem tinha lembrado: qual é o grande bordão do Desmond?

Pois é. See you in another life, brotha… literalmente.

Nota: 10

One Response to Review: Lost 6.11 – “Happily Ever After”

  1. Gabriel disse:

    Fantástico *-*

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