Review: Lost 6.09 – “Ab Aeterno”

Quem acompanha notícias sobre os próximos episódios de Lost na Internet como eu, está esperando esse episódio desde o começo da temporada. Afinal, estamos falando de Richard Alpert, o cara que está na ilha desde antes de qualquer outro personagem nascer, não envelhece e consequentemente, tem as respostas para alguns dos grandes mistérios da série.

Por essas e outras, “Ab Aeterno” foi ansiosamente aguardado por fãs do mundo todo. O resultado? Um dos melhores episódios da série, com uma historia incrível e com a resposta do maior de todos os mistérios de Lost. Não foi perfeito – acho bem difícil qualquer episódio da série ser perfeito agora – Mas também não precisa de mais nada, certo?

Esse episódio me deixou completamente desesperado porque eu queria dizer mil coisas sobre ele e não fazia ideia de como colocar tudo num texto. Portanto, pra não ficar uma farofona maluca de informações, vou dividir todos os acontecimentos em três partes, sem enrolação. Então…

A história de Richard

No flashback mais longo da série – não levo o do Desmond em “Flashes Before My Eyes” em consideração, afinal, só Deus sabe o que exatamente foi aquilo – finalmente conhecemos a história do misterioso conselheiro dos Outros. Como todos já sabiam, ele veio no Black Rock, mas a surpresa ficou por conta do martírio do personagem até ser encontrado pelo Men In Black (que não vou chamar de Evil Locke aqui por motivos óbvios).

Descobrimos que sua jornada rumo a ilha começou por acidente, em 1879 (e fazendo as contas, estimando a idade de Richard em 30 anos nessa época, ele teria 157 anos em 2007, ano presente da série nessa temporada!!!). Agora, vê se aquele pessoal não está reclamando por pouco: Richard foi preso por ter matado um homem (um infeliz acidente), sua mulher morreu, depois ele foi libertado pra prisão pra virar escravo de Magnus Hanso no navio Black Rock, o navio foi parar na ilha, um dos homens da tripulação matou todos os escravos, ele foi o único que sobrou e ficou dias acorrentado, sem comer nem beber, dentro do Black Rock. Nem Locke sofreu tanto.

O modo como nos apresentaram essa história foi absolutamente genial, alias, aproveito pra elogiar aqui toda a estrutura narrativa do episódio, que foi extremamente envolvente e conseguiu nos deixar tensos e completamente presos a todos os acontecimentos do começo ao fim. Todo o desenvolvimento da história de Richard, que tomou metade do episódio até seu primeiro encontro com o Men In Black – que foi quando as explosões de cabeça começaram – foi desesperador, do jeito que Lost era na 1ªtemporada, ele preso, sem saber o que acontecia lá fora, como se fosse morrer a qualquer momento… tudo mostrado de um jeito fantástico. E aproveitando que citei o MIB, vamos a segunda – e mais importante – parte do review…

As grandes respostas

Você está morto.

Eu juro que quando Richard disse isso para Jack com aquela convicção assustadora, eu disse um “Ah, não…” bem sonoro do outro lado da tela. Afinal, Richard está viveu um século na ilha (literalmente), se alguém sabe o que aquele lugar é, esse alguém é ele. Portanto, foi um choque ele dizer aquilo com tanta naturalidade. E o choque continuou com o MIB/Black Smoke confirmando que a ilha era o inferno quando Richard perguntou e depois a sua mulher morta – que na verdade era o Black Smoke – dizendo que todos ali estavam mortos e novamente confirmando a ideia do inferno.

Esperava várias respostas nesse episódio, claro, mas nunca pensei que iriam revelar o maior de todos os mistérios de Lost: o que é a ilha. E eu preciso confessar que eu gostei da resposta, faz sentido e é satisfatória, mas eu continuo meio dividido com o clima místico da série, o que me faz pensar que se fosse qualquer outra coisa eu gostaria ainda mais. Sempre adorei o clima de ficção-científica e os lances envolvendo eletromagnetismo e Física – apesar de sempre ter odiado Física, os temas abordados na série eram bem interessantes – e não estou reclamando, mas estou olhando meio torto para a série desde o início da 6ªtemporada, com templos maias, a escuridão no coração das pessoas, o espelho do farol e essa coisa toda.

No entanto, não dá pra reclamar, no ponto que a série chegou, a ideia de que a ilha é um lugar que mantém o mau – que seria a fumaça/MIB/Evil Locke – preso e o impede de se espalhar pelo mundo acaba sendo bem plausível (e Jacob explicando isso parecia professor de Ensino Médio tentando explicar uma matéria difícil). Como se não bastasse, descobrimos como a gigantesca estátua de quatro dedos se quebrou e como o Black Rock foi parar no meio da ilha.

Certo, vamos aceitar que uma onda colossal ergueu o navio, fez ele se chocar contra uma estátua de pedra que se despedaçou inteira deixando só um pé intacto e pra terminar, foi parar quase inteiro no meio da ilha – a estátua de pedra desabou, mas o navio de madeira não virou farofa? Hmm, tá, a resposta foi dada, deixa assim mesmo – a forçada de barra foi tensa, mas já são dois mistérios a menos. Por fim…

No fim das contas…

No fim, Lost se baseia no argumento mais clássico de todos os tempos: a batalha do bem contra o mau. Jacob mantinha o MIB preso na ilha – achei ótimo o dialogo final entre os dois, com ele implorando ao protetor da ilha para deixa-lo sair, ameaçando mata-lo, Jacob dizendo que virão outros protetores e (essa parte dá medo) o MIB falando que mataria qualquer um que o impedisse de se espalhar, mas agora que ele está morto e nenhum dos candidatos a próximo protetor acordou pra vida ali ainda, o Evil Locke está fazendo tudo o que planeja.

Resta saber porque não fez o que quis ainda. Caramba, o cara é uma fumaça!

Sim, eu sei que apontei vários problemas no episódio, mas achei o melhor da temporada mesmo assim. A jornada de Richard foi praticamente épica e as respostas dadas aqui são ótimas se levarmos em conta o rumo que a série seguiu até agora, eu não ter adorado tanto é mais uma questão pessoal. Mas agora não tem jeito: Lost está na reta final… e ela pretende ser espetacular.

Nota: 10

P.S.: Vou ignorar completamente a cena com Richard se reencontrando com sua mulher no final, ok? Passei a cena inteira esperando “Unchained Melody” começar. Remake de Ghost detected, com Hurley fazendo o papel de Whoopi Goldberg. Não, não, nem achei bonito.

P.S.²: Nestor Carbonell foi a melhor coisa do episódio hein? Um episódio e já merece ganhar um prêmio pelo trabalho, fantástico.


6 Responses to Review: Lost 6.09 – “Ab Aeterno”

  1. João Paulo disse:

    Resumindo … Richard é MITO!
    ehehe
    Adorei esse episódio, não vou mentir … fiquei arrepiado nessa bagaça …

  2. Tiago disse:

    Muito bom seu blog!!!

  3. Ariane disse:

    Confesso que não entendo nada de lost, mas fico impressionada como tem fãs aqui no Brasil. Acompanhei um pouco o começo da série mas perdi um pouco o interesse, talvez por não achar meio confuso demais. rsrs
    Legal seu blog!
    Abraço.

    • Marcelo Silva disse:

      A série é complexa, mas é genial… e a 1ªtemporada é… em termos, a “mais simples”, hehe… depois a coisa fica bem mais intrincada. Mas vale conferir, dá mais uma chance, hehe!

  4. Jeh Pagliai disse:

    Ai não, será???
    To no episódio 6 e tô super perdida na história…rs
    Tenho q ver esse, rs

    Beijinhos


    http://www.jehjeh.com

  5. gabriel anthony disse:

    esse episódio foi sensacional, sem palavras mesmo, figura num top 10 da série sem pestanejar.
    por pior que possa parecer estar essa temporada, episodios assim me fazem manter a fé em lost e pqp, nunca imaginei que o Nestor fosse tão bom ator

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